Trump diz que acordo de paz com Irão será fechado em “dois ou três dias”. Israel atacou o sul do Líbano
Trump afirmou que um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente poderia vir a ser alcançado "em dois ou três dias". Depois de emitir um alerta, Israel atingiu a cidade de Tiro, no sul do Líbano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada de terça-feira que um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente poderia vir a ser alcançado “em dois ou três dias”, apesar da recente troca de ataques entre o Irão e Israel.
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“Eles estavam nesse impasse, e agora ambos concordaram, por meu intermédio, em parar, e agora estamos na reta final do que será um acordo muito bom”, referiu Trump aos jornalistas, durante um jogo de NBA no Madison Square Garden, em Nova Iorque, citado pelo Politico.
O líder norte-americano adiantou que o acordo impedirá que o Irão possua armas nucleares — tema de muita discórdia entre Washington e Teerão — e obriga à reabertura imediata do Estreito de Ormuz, algo que o presidente dos EUA tem exigido várias vezes após meses de negociações com os iranianos, e que está fechado desde 28 de fevereiro. “O estreito será aberto imediatamente. Será aberto imediatamente após a assinatura”, sublinhou Donald Trump.
Líbano em alerta
Depois das declarações de Trump, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um alerta de evacuação para a população de Tiro, no sul do Líbano, frisando que as tropas israelitas são “obrigadas a agir” contra o que consideram uma “violação do acordo de cessar-fogo e um ataque ao território israelita” por parte do grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irão.
“Por questões de segurança, solicitamos que evacuem as casas imediatamente, de acordo com a área indicada no mapa. A presença perto de elementos do Hezbollah, das suas instalações ou de áreas de combate coloca as vossas vidas em perigo”, acrescenta a IDF, citada pela Sky News.
O ataque israelita provocou até ao momento oito mortes, informou a Defesa Civil do Sul do Líbano ao jornal árabe Al Jazeera
Na segunda-feira, Donald Trump afirmou ter tido uma “conversa muito boa” com Benjamin Netanyahu, e minimizou os rumores de um desentendimento entre os dois líderes, mesmo após ter admitido que chamou o primeiro-ministro israelita de “louco”, noticiou a Reuters.
Apesar de Trump ter alegadamente pedido a Netanyahu que se abstivesse de novos ataques, Israel atacou na segunda-feira uma fábrica petroquímica no sudoeste do Irão, assim como outros alvos militares. Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) lançou um ataque com mísseis contra uma fábrica petroquímica em Haifa, no norte de Israel, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Tasnim, citado pela BBC.
O presidente norte-americano admoestou ambos os países a cessarem os ataques. “Israel e Irão devem cessar imediatamente os ‘disparos’”, frisou Donald Trump na sua rede social Truth Social.
Na tarde de segunda-feira, os dois países suspenderam as operações militares.
O comando conjunto das Forças Armadas iranianas anunciou a suspensão das operações ofensivas, mas alertou que responderá de forma mais dura a quaisquer novos ataques, que constituíram a mais grave violação do cessar-fogo em vigor desde o acordo alcançado entre Washington e Teerão.
Já o líder israelita afirmou que suspendeu os ataques ao Irão “por enquanto”, reforçando que a luta contra Teerão e o Hezbollah “não acabou” e que Israel continuará a responder a quaisquer ataques no seu território.
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