Bolsas europeias abrem em alta ligeira e petróleo recua após novos ataques no Médio Oriente

  • Lusa
  • 10 Junho 2026

Apesar dos novos confrontos no Médio Oriente após a queda de um helicóptero norte-americano no estreito de Ormuz, o petróleo segue numa ligeira descida.

As principais bolsas europeias abriram a sessão desta quarta-feira com ligeiras subidas, ao passo que o preço do petróleo segue com uma ligeira descida, num contexto de novos confrontos após a queda de um helicóptero norte-americano no estreito de Ormuz.

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A bolsa de Lisboa acentuou a tendência de alta da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,35% para 8.933,76 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 9 de abril (9.484,93 pontos).

Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 subia 1,19% para 619,83 pontos, tendo depois corrigido para a linha de água.

As bolsas de Milão, Madrid, Paris e Londres ganhavam 0,61%, 0,42%, 0,33% e 0,13%, respetivamente, enquanto Frankfurt era a exceção e caía ligeiramente, 0,02%.

O petróleo bruto Brent, de referência na Europa, recuava 0,07%, para 91,39 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, caía 0,11%, para 88,10 dólares.

O gás natural TTF também descia, 0,57%, com o megawatt/hora a situar-se nos 48,91 euros, assim como o preço do ouro, que caía 1,39%, situando-se a onça nos 4.227,2 dólares.

Todo este cenário acontece numa altura em que o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão reafirmou, já nesta quarta-feira, o seu “direito de se defender” após ter atacado esta madrugada bases norte-americanas no Médio Oriente, em resposta ao ataque lançado pelos Estados Unidos.

Os EUA lançaram novos ataques sobre território iraniano às 22 horas (hora de Lisboa), em retaliação pelo abate de um helicóptero norte-americano no estreito de Ormuz.

O helicóptero, supostamente atacado pelo Irão, caiu perto da costa de Omã e os dois soldados a bordo foram resgatados com vida pelas forças norte-americanas.

Isto apesar de o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar na madrugada de terça-feira que poderia chegar a um acordo com o Irão em “dois ou três dias”, mais um prazo que apresentou após várias semanas de negociações com a República Islâmica.

Os futuros de Wall Street apontam para quedas de 0,18% para o Dow Jones Industrials, de 0,31% para o S&P 500 e de 0,48% para o Nasdaq, após terem fechado na terça-feira com uma subida de 0,17% para o primeiro e quedas de 0,26% e 0,97% para o segundo e o terceiro.

Para além do foco na tensão geopolítica, nos EUA, o interesse centrar-se-á nos dados do Índice de Preços no Consumidor (IPC), que se espera que tenham subido em maio para 4,2% na taxa geral, o máximo dos últimos três anos, e, em menor medida, na taxa subjacente, para 2,9%, face aos 2,8% de abril.

Estes dados serão relevantes para decisões futuras da Reserva Federal (Fed) ao longo do ano, mais do que para a reunião de 17 de junho, onde não se esperam alterações nas taxas.

Na Ásia, o principal índice da Bolsa de Seul, o Kospi, desceu 4,52%, penalizado pela queda das empresas tecnológicas e pelos novos ataques entre os Estados Unidos e o Irão. O índice Nikkei de Tóquio fechou com uma queda de 1,66%, a Bolsa de Xangai caiu 0,42%, a de Shenzhen 2,06% e o Hang Seng de Hong Kong, perto do fecho, cedia 0,78%.

Na China, soube-se que o IPC aumentou 1,2% em termos homólogos em maio, a mesma taxa registada no mês anterior, enquanto os preços industriais continuam nos máximos desde 2022 devido à guerra no Irão.

Entretanto, os mercados aguardam a decisão sobre as taxas de juro a tomar pelo Banco do Canadá, que previsivelmente as manterá nos 2,25%, em linha com a sua reunião anterior, no dia em que também se inicia a reunião do Banco Central Europeu (BCE), que na quinta-feira deverá decidir um aumento das taxas em um quarto de ponto, igualmente para os 2,25%.

No mercado de dívida, a rendibilidade da obrigação alemã a 10 anos cai para 3,050%.

O euro mantém-se praticamente estável, com uma ligeira subida de 0,05%, cotando-se a 1,155 dólares, enquanto a ‘bitcoin’ cai 1,11%, para 64.425,7 dólares.

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