Escolas de gestão aceleram transformação devido aos avanços da IA

  • Servimedia
  • 10 Junho 2026

O avanço da IA, a digitalização das organizações e a procura de novos perfis profissionais ligados a setores emergentes tem obrigado as escolas de gestão a acelerar a sua transformação.

O ensino superior empresarial atravessa uma fase de transformação acelerada pelo avanço da inteligência artificial, pela digitalização das organizações e pela procura de novos perfis profissionais ligados a setores emergentes. Neste contexto, as escolas de negócios enfrentam o desafio de demonstrar que a sua proposta académica não só responde às exigências atuais do mercado de trabalho, como é capaz de antecipar as competências de que as empresas irão necessitar nos próximos anos.

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Para Antonio Rodríguez Engelmann, Diretor Executivo da GBSB Global Business School, esta transformação obriga as instituições a reforçar a sua oferta. “Hoje, um estudante deve ter em conta três aspetos fundamentais: o reconhecimento oficial do diploma, as acreditações de qualidade da instituição e a empregabilidade real dos seus licenciados”, afirmou.

No caso da GBSB Global, este debate coincide com a sua integração no Registo de Universidades, Centros e Títulos (RUCT) do Governo de Espanha, um marco que a escola interpreta como parte do seu processo de consolidação institucional. “A integração no RUCT representa o reconhecimento oficial de um projeto académico que, há mais de uma década, tem trabalhado para cumprir os padrões de qualidade, rigor e internacionalização exigidos pelo sistema universitário espanhol“, explicou Rodríguez Engelmann.

IA e novas competências

A inteligência artificial é um dos principais fatores de mudança nas escolas de gestão. Para o dirigente, tornará muitas tarefas técnicas e analíticas mais eficientes, mas reforçará o valor de competências como o pensamento crítico, a adaptação, a liderança, o critério ético e a gestão de equipas diversificadas. “A IA tornará muitas tarefas técnicas e analíticas mais rápidas e eficientes, mas é precisamente por isso que as competências mais humanas ganharão valor“, salienta.

Neste cenário, a GBSB Global define-se como uma escola digital-first, um conceito que, segundo Rodríguez Engelmann, “não descreve uma tecnologia concreta, mas sim uma forma de conceber o ensino superior”. Esta abordagem traduz-se numa oferta académica alinhada com a evolução do mercado, com especializações em inteligência artificial, cibersegurança e eGaming, e numa experiência de aprendizagem digital que incorpora novas ferramentas e metodologias.

Rodríguez Engelmann defende que a diferença entre uma instituição que transforma a educação empresarial e outra que apenas atualiza o seu discurso deve ser medida em factos. “Uma escola de negócios que realmente transforma a educação empresarial não se limita a incorporar novas tecnologias ou novos conceitos nos seus programas: adapta continuamente a sua metodologia e a sua oferta académica para antecipar as exigências do mercado“, salienta.

A internacionalização é outro dos eixos centrais da educação empresarial atual. A GBSB Global reúne estudantes de mais de 100 nacionalidades, conta com um corpo docente internacional e ministra toda a sua formação académica em inglês. Para Antonio Rodríguez Engelmann, “a diversidade traz algo que nenhuma metodologia pode substituir: perspetivas diferentes”.

O dirigente considera também que a Espanha se está a consolidar como um polo europeu de ensino superior. “Espanha ocupa já uma posição muito competitiva no ensino superior e tem todos os ingredientes para se consolidar como um dos grandes polos europeus de educação“, afirma.

A evolução do perfil do aluno está a transformar a oferta académica. Cada vez mais alunos procuram empreender, integrar-se em startups ou trabalhar em setores tecnológicos. Neste âmbito, a GBSB Global promove iniciativas como o concurso G-Accelerator Impact Call e o Entrepreneurship Centre, que liga os alunos a mentores, investidores e redes de inovação como a 22@ Network Barcelona ou a 4YFN. “Na GBSB Global, procuramos oferecer programas mais especializados, interdisciplinares e ligados às tendências emergentes. O objetivo é que as ideias e projetos dos estudantes possam transformar-se em projetos reais com impacto económico e social”, salienta Rodríguez Engelmann.

No que diz respeito ao futuro, Antonio Rodríguez Engelmann acredita que as escolas de gestão de destaque na Europa deixarão de funcionar como entidades académicas isoladas e evoluirão para plataformas interligadas com o talento, as empresas, os investidores, os centros de investigação e os ecossistemas de inovação. “Olhando para os próximos cinco anos, a mudança fundamental é que as escolas de gestão já não evoluirão como entidades académicas isoladas, mas sim como plataformas interligadas, ligadas ao talento, ao tecido empresarial e ao desenvolvimento económico a longo prazo“, conclui.

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