Inflação nos EUA atinge máximos de três anos e ensombra grande promessa eleitoral de Trump
Inflação, "arma" eleitoral económica de Donald Trump contra Joe Biden nas últimas eleições dos EUA, cresceu em maio a um nível inédito nos últimos três anos. Gasolina subiu 40% num ano.
A economia dos EUA conheceu nesta quarta-feira novos dados sobre o seu desempenho face ao ano anterior, com a inflação a registar um aumento expressivo de 4,2%, o maior aumento em três anos, pressionada pelo preço da energia, num contexto em que o conflito no Médio Oriente levou o preço do petróleo para a casa dos 100 dólares por barril. No caso específico do preço da gasolina, num mês verificou-se 7% de aumento, mas o balanço de 12 meses é bastante mais expressivo, com um agravamento de 40,5%.
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O resultado da inflação levanta expetativas relativas à decisão da Reserva Federal (Fed) no que concerne às taxas de juro. Na próxima semana haverá nova reunião.
Maio apresenta-se assim como o terceiro mês consecutivo de forte aumento da inflação, a qual superou o crescimento dos salários pelo segundo mês consecutivo.
Com as eleições intercalares de novembro a aproximarem-se e o controlo do Congresso em jogo, estes números constituem um peso sobre a Administração Trump e o Partido Republicano, cuja campanha eleitoral de 2024 usou o argumento da inflação como arma de ataque contra a Administração de Joe Biden.
Citado pela Reuters, Heather Long, economista chefe do Navy Federal Credit Union afirma que “os americanos estão a ser financeiramente espremidos pela inflação”.
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