Itália planeia aumento de 40.000 militares e novo sistema de reservas

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 11 Junho 2026

Itália quer aumentar efetivo militar em 40.000 tropas até 2033 e criar uma nova reserva operacional, numa reforma das Forças Armadas destinada a reforçar a capacidade de resposta e mobilização rápida.

A Itália quer introduzir um novo sistema nacional de reservas e aumentar o efetivo de militares em 40.000 tropas até 2033, através de uma grande reforma nas suas Forças Armadas para melhorar o estado de prontidão e os tempos de resposta do país, num contexto de maior preocupação com a segurança do bloco europeu face às ameaças russas.

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A expansão está ligada ao objetivo de “garantir os níveis necessários de prontidão operacional e plena interoperabilidade do instrumento militar em contextos internacionais e na perspetiva de uma política de defesa europeia comum” e a decisão é “determinada com base nos recursos disponíveis e na capacidade real de recrutamento”, de acordo com a versão mais recente de um projeto de lei consultada pelo Euractiv.

O aumento de 40.000 unidades, que elevaria o número total de militares no ativo para mais de 200.000, deverá ocorrer em etapas. A cada ano, o número será definido na lei do orçamento, dentro do limite de 5.071 unidades para 2028, 5.321 para 2029, 7.001 para 2030, 7.444 para 2031, 7.500 para 2032 e 7.663 unidades para 2033, noticia o portal noticioso.

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Para além do reforço do efetivo militar, a reforma passa ainda pela criação de uma nova reserva operacional, desenhada para garantir capacidade de mobilização rápida de pessoal.

Uma das principais novidades da proposta é a criação de um mecanismo legal de mobilização rápida em situações excecionais, permitindo ao Governo ativar forças de reserva “em situações de crise grave que afetem a segurança do Estado ou para a defesa das fronteiras nacionais”, segundo o projeto de lei consultado pelo site noticioso.

O projeto de lei deverá ser apresentado durante uma das reuniões do Conselho de Ministros de Itália, adiantaram fontes anónimas do Ministério da Defesa italiano ao Euractiv.

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