Sarmento discorda do BCE: Subida das taxas de juro “não era absolutamente necessária”
Ministro das Finanças reitera que a atual crise é diferente da que ocorreu em 2022, defendendo que BCE poderia não ter avançado já para uma subida das taxas de juro.
O ministro das Finanças considerou esta quinta-feira que a subida das taxas de juro anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE) devido às pressões inflacionistas da guerra no Médio Oriente “não era absolutamente necessária”, sendo uma “crise diferente da de 2022”.
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“Naturalmente há uma preocupação do Banco Central Europeu. O BCE, que teve uma ação muito importante em 2022 [na anterior crise energética], entendeu dar este primeiro sinal ao mercado, mas veremos nos próximos meses. Eu mantenho a minha opinião de que podia não ter dado este sinal e não era absolutamente necessário, mas respeito naturalmente o mandato e a independência do BCE”, disse Joaquim Miranda Sarmento.
Falando aos jornalistas portugueses no Luxemburgo, à chegada para a reunião do Eurogrupo, o governante apontou que “esta é uma crise diferente de 2022”, que foi causada pela invasão russa da Ucrânia e que levou a máximos da inflação.
“O Banco Central Europeu, em todo caso, decidiu subir as taxas de juros, mas estamos numa situação muito diferente, quer do ponto de vista da inflação, quer do ponto de vista das taxas de juros do Banco Central”, adiantou o ministro das Finanças.
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