Ventura sinaliza descida da Prestação Social Única à especialidade sem votação no Parlamento

Líder do Chega adiantou que ainda não há acordo sobre a viabilização da PSU, cuja votação na generalidade está marcada para sexta-feira. Mas sinaliza "abertura" do PSD para um entendimento.

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta quinta-feira que “ainda” não há acordo com o Governo e o PSD sobre a proposta da Prestação Social Única (PSU), mas que a proposta deverá descer à especialidade sem votação na generalidade, de modo a que os contactos para um entendimento continuem.

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Não houve ainda possibilidade de chegar a entendimento em relação à PSU“, afirmou o líder do Chega em declarações aos jornalistas após a reunião desta tarde com o primeiro-ministro.

Em causa está a condição do Chega de que o PSD aceite limitar os apoios sociais para imigrantes. “O que penso que acontecerá — mas essa é uma decisão que terá de ser tomada pelo grupo parlamentar do PSD –, o que ficou parcialmente acordado, é no sentido de se poder trabalhar para poder chegar ainda a esse entendimento de restrição seja feita à baixa sem votação (…) para que no prazo de uma semana se possa chegar à fórmula do princípio que não abdicamos “, disse Ventura.

O encontro entre Luís Montenegro e André Ventura ocorreu depois desta manhã, os grupos parlamentares do Chega e do PSD terem estado reunidos. No final da reunião entre a delegação de deputados do Chega, liderada pelo presidente da bancada, Pedro Pinto, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, o partido de Ventura classificou a reunião como “positiva”, já que “permitiu concluir que há caminho para andar em termos de diálogo, tendo em vista um acordo, segundo a Lusa.

Na sexta-feira, em plenário, na Assembleia da República, será debatida e votada uma autorização legislativa do Governo que pretende criar a PSU no âmbito do subsistema de solidariedade. Já o PS reiterou esta quinta-feira que, “tal como está”, votará contra a proposta da Prestação Social Única (PSU), mas disse que “está nas mãos do Governo” porque tem os instrumentos regimentais necessários para que este processo possa ter acordo dos socialistas.

(Notícia atualizada às 17h58)

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