Emprego estabiliza em Portugal e cresce ligeiramente na UE

Taxa de emprego na UE subiu ligeiramente para 76,3% no primeiro trimestre de 2026, enquanto Portugal manteve o indicador estável. Itália registou o maior aumento e a Letónia teve a maior descida.

Entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, a taxa de emprego variou em 21 países da União Europeia (UE) e manteve-se estável na Bulgária, República Checa, Dinamarca, Luxemburgo, Malta e Portugal, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat.

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“No primeiro trimestre de 2026, a taxa de emprego das pessoas entre os 20 e os 64 anos na UE fixou-se em 76,3%, um aumento em relação aos 76,2% registados no quarto trimestre de 2025“, começa por indicar o gabinete de estatística.

Entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, a Itália (+0,5 pontos percentuais), assim como a Bélgica, Chipre, Lituânia, Eslováquia e Suécia (+0,4 pontos percentuais cada), registaram os maiores aumentos na taxa de emprego entre os 11 países da UE onde o emprego cresceu.

A taxa de emprego manteve-se estável em seis países da UE e recuou em outros dez, com as maiores quedas a registarem-se na Letónia (-0,8 pontos percentuais), Irlanda (-0,7 pontos percentuais) e na Eslovénia e Finlândia (-0,3 pontos percentuais cada).

22,9% dos desempregados na UE encontraram trabalho

Entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, três milhões de desempregados com idades entre 15 e os 74 anos na UE encontraram um emprego (22,9% do total de desempregados no quarto trimestre de 2025), segundo os dados publicados esta sexta-feira pelo Eurostat.

No mesmo período, 7,1 milhões de pessoas (53,2%) permaneceram desempregadas, enquanto 3,2 milhões (23,9%) passaram à inatividade, ou seja, deixaram de procurar emprego e de estar disponíveis para trabalhar.

Por outro lado, entre as pessoas empregadas no quarto trimestre de 2025, 2,5 milhões (1,2%) passaram ao desemprego e 4,4 milhões (2,1%) transitaram diretamente para a inatividade.

Já entre as pessoas fora da força de trabalho nesse período, 4,2 milhões (3,7%) conseguiram emprego no primeiro trimestre de 2026 e 3,8 milhões (3,3%) passaram para o desemprego.

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