Insolvências recuam 16% em maio e criação de empresas abranda

As insolvências diminuíram 16% em maio, mantendo a tendência de descida registada no acumulado do ano. Já a criação de novas empresas recuou 24%, refletindo uma quebra na dinâmica empresarial.

Em maio, as insolvências em Portugal recuaram 16% face ao mesmo período do ano anterior, com 165 empresas a entrarem em processo de insolvência, dando continuidade à tendência de descida verificadas nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com dados da Iberinform divulgados esta sexta-feira.

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No acumulado do ano, o número total de ações de insolvência registou uma redução de 15%, o que corresponde a menos 131 empresas face ao mesmo período de 2025.

Lisboa, Porto e Braga lideram o número de insolvências declaradas, com 172, 143 e 106 casos, respetivamente. Em termos homólogos, destaca-se a quebra no Porto (-37%) e em Braga (-10%), enquanto Lisboa apresenta uma ligeira subida (+0,6%).

Até maio de 2026, os maiores aumentos de insolvências verificaram-se em Angra do Heroísmo (+200%), Madeira (+82%), Vila Real (+33%) e Setúbal (+19%).

Em sentido contrário, os maiores decréscimos foram registados em Castelo Branco (-47%), Santarém (-46%), Coimbra (-38%), Guarda (-33,3%), Ponta Delgada (-25%), Viana do Castelo (-24%) e Leiria (-21%).

A análise da Iberinform indica ainda que, até maio de 2026, não se registou crescimento no número de insolvências por setor de atividade, “observando-se estabilidade ou variações negativas de forma generalizada”.

Entre os setores com maiores quebras destacam-se a indústria extrativa (-100%), a agricultura, caça e pesca (-44%), as telecomunicações (-33%), o comércio a retalho (-30%) e o comércio por grosso (-22%).

Criação de empresas recua 24% em maio

No que respeita à criação de novas empresas, registou-se uma diminuição de 24% em maio de 2026, passando de 4.853 para 3.684 constituições, refletindo uma quebra na dinâmica de criação empresarial. No acumulado do ano, observa-se uma descida de 4,1%.

Lisboa, Porto e Setúbal continuam a concentrar o maior número de novas empresas, com 7.300, 4.234 e 1.901 constituições, respetivamente, embora todas apresentem ligeiras quebras face a 2025 (-2,2%, -1,5% e -1,0%).

Até maio de 2026, apenas alguns distritos registaram variações positivas na criação de empresas, nomeadamente Angra do Heroísmo (+7,7%), Vila Real (+1,8%) e Coimbra (+1,8%).

Em sentido contrário, as maiores descidas verificaram-se em Évora (-23%), Madeira (-22%), Guarda (-21%), Horta (-14%), Viana do Castelo e Beja (ambos -13%) e Ponta Delgada (-12%).

Por setores e até maio, registou-se um crescimento nas constituições de empresas na indústria extrativa (+36%) e na construção e obras públicas (+7,1%). Já as maiores quebras ocorreram na eletricidade, gás e água (-36%), agricultura, caça e pesca (-33%), telecomunicações (-20%) e transportes (-16%).

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