Mário Campos vai ser o novo diretor-geral da Autoridade Tributária
Engenheiro eletrotécnico exercia, desde 2016, as funções de subdiretor-geral da área de Sistemas de Informação da Autoridade Tributária. A partir de agosto, irá liderar a AT e suceder a Helena Borges.
Já é conhecido o nome do próximo líder do Fisco. O engenheiro Mário Miguel Martins Campos foi escolhido pelo Governo para ser o novo diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), substituindo Helena Borges no cargo.
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O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou esta sexta-feira que designou Mário Miguel Martins Campos, subdiretor-geral da área de Sistemas de Informação da AT desde março de 2016, para as funções de diretor-geral da AT a partir de 1 de agosto de 2026.
A nomeação, pelo período de cinco anos, é feita na sequência de procedimento concursal conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração Pública (CReSAP) para o cargo de diretor-geral da AT.
Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Mário Campos tem experiência no desenvolvimento e na gestão de sistemas de informação, na gestão da inovação, na transformação digital, na modernização de processos, na segurança da informação e na interoperabilidade tecnológica, nos setores público e privado, segundo o Governo.
O próximo diretor-geral da AT vai receber 4.949,55 euros brutos mensais: 4.096,10 euros de vencimento base e 853,45 euros de despesas de representação, de acordo com o procedimento concursal publicado no portal da CReSAP.
“O ministro de Estado e das Finanças expressa à Dra. Helena Alves Borges, diretora-geral cessante, o seu público reconhecimento pela dedicação e elevado sentido de serviço público com que desempenhou as suas funções, destacando a forma competente e empenhada como liderou a AT ao longo do respetivo mandato”, concluiu o Ministério das Finanças, em comunicado enviado aos meios de comunicação social.
Helena Maria José Alves Borges lidera a AT desde 2015, sendo que, inicialmente, foi nomeada em regime de substituição e, no ano seguinte, foi definitivamente confirmada no cargo, na sequência de um concurso público. À época, sucedeu a António Brigas Afonso, que se demitiu após o caso da lista VIP, que monitorizou acessos indevidos a dados fiscais do ex-Presidente da República Cavaco Silva, do antigo primeiro-ministro Passos Coelho, entre outros políticos, numa medida discriminatória na obrigação da proteção do sigilo fiscal de todos os contribuintes.
Nesta corrida estava também Nuno Santos Félix, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, como noticiaram os semanários Expresso e Jornal Económico.
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