Morreu o artista britânico David Hockney

Lusa, Lina Santos,

Tinha 88 anos e foi uma figura fundamental do movimento 'Pop Art' na década de 1960.

David Hockney

O artista britânico David Hockney, uma das figuras mais influentes da arte contemporânea, morreu na quinta-feira, na sua casa, em Londres, aos 88 anos, confirmou esta sexta-feira a sua assessoria de imprensa.

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David Hockney, um dos artistas britânicos mais influentes dos séculos XX e XXI, que trabalhou praticamente até ao fim da vida, foi uma figura fundamental do movimento Pop Art na década de 1960.

Hockney nasceu em Bradford, no norte de Inglaterra, a 9 de julho de 1937, quarto de cinco filhos de uma família de condições modestas. “Os pais incentivaram desde cedo a promessa artística do filho. Estudou arte no Bradford College e vendeu o seu primeiro quadro, um retrato do pai, por 10 libras na Yorkshire Artists Exhibition, em 1957, escreve o jornal britânico The Guardian.

Em 1961, fez parte da exposição New Contemporaries, que apresentou um novo conjunto de artistas. Pouco depois, tornou-se amigo de Lucien Freud, Francis Bacon e da pintora portuguesa Paula Rego.

Em 2025, 64 anos depois desta exposição, a Fondation Louis Vuitton, em Paris, fez a maior mostra de sempre da obra de David Hockney, mais de 400 obras, a primeira das quais o retrato do pai que tinha sido pintado em 1955.

Ainda em 1961, Hockney viaja até Nova Iorque, onde conviveu com o artista Andy Warhol. Três anos depois, conheceu a Califórnia, decisiva na sua obra. “Los Angeles foi três vezes melhor do que eu imaginava”, disse numa entrevista citada pelo Art Newspaper. As suas pinturas de piscinas a brilhar sob o sol da cidade tornaram-se ícones da arte do século XX. Acabaria por viver ali grande parte da sua vida, regressando em 2005 à Yorkshire natal, no Reino Unido.

Ao longo da sua carreira de mais de seis décadas, experimentou muitas novas formas de se expressar. Depois da pinturas, colagens (“joiners”, como lhes chamou), mas também a fotocopiadora, o fax, a impressora e, mais recentemente, o iPad, com o qual criou uma grande quantidade de pinturas digitais que enviava entusiasticamente por email a amigos e conhecidos. Numa entrevista à revista Interview, em 2013, citada pelo The Guardian, disse: “Só me interessa a tecnologia que tem que ver com imagens”.

Manteve sempre um lado rebelde, terá recusado o título de cavaleiro e terá também recusado pintar a rainha Isabel II. Era hoje, considera o The Art Newspaper, o artista mais conhecido do mundo.

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