Restaurantes e hotéis foram os que mais contribuíram para a inflação no mês de Bad Bunny em Portugal
Inflação estabilizou nos 3,3% em maio, com preços da energia a acelerar para 13,1%. Restaurantes e os hotéis foram os que mais contribuíram no mês da vinda do cantor Bad Bunny a Portugal.
Os restaurantes e os hotéis foram os que mais contribuíram para a inflação de maio, mês em que o artista porto-riquenho Bad Bunny se estreou em Portugal. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta foi a classe de produtos que mais contribuiu para o aumento mensal de 0,2% do Índice de Preços no Consumidor (IPC), acima da gasolina ou do gasóleo que o mês passado até teve um contributo negativo.
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“A classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal do índice total foi a dos Restaurantes e serviços de alojamento (classe 11), com uma variação de 1,9% (4,4% no mês precedente e 2,5% em maio de 2025)”, lê-se no destaque publicado esta sexta-feira pelo INE.
“Em sentido inverso, a classe com maior contributo negativo para a taxa de variação mensal do IPC foi a Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (classe 1), com uma variação de -0,3% (0,9% no mês anterior e 0,8% em maio de 2025)”, acrescenta.

Em dois concertos que esgotaram rapidamente e reuniram cerca de 120 mil fãs do cantor, cerca de metade terão sido estrangeiros, as comparações com Taylor Swift, que gerou um aumento de 22% na faturação da hotelaria, mais 34% de receita de cartões estrangeiros e mais 49% nas transações estrangeiras eram inevitáveis.
Numa decomposição dos números é possível ver que ao nível do Lazer, recreação, desporto e cultura o índice subiu 0,62% contra os 0,44% do mês anterior — sendo que abril foi o mês em que se celebrou a Páscoa e no qual também houve outro concerto muito aguardado — o de Rosalía. Em termos homólogos, em maio de 2025 registou-se uma contração de 0,09%.
Em termos genéricos, face ao mês anterior, o IPC aumentou 0,2% em maio, menos uma décima face ao inicialmente previsto, quando em abril a variação face a março foi de 1,3%. “Excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, a variação do IPC foi 0,4% (1% no mês anterior e 0,4% em maio de 2025)”, detalha o INE.
Já em termos homólogos, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou, esta sexta-feira, que a taxa de inflação se fixou nos 3,3%, com o índice relativo aos produtos energéticos a subir para 13,1%, ou seja, 1,4 pontos percentuais acima do mês anterior e uma décima abaixo da estimativa inicial divulgada no final de maio.

O indicador de inflação subjacente, que excluí os produtos alimentares não transformados e energéticos) também registou uma variação homóloga idêntica à do mês anterior, de 2,2%. Quanto ao índice referente aos produtos alimentares não transformados, as estatísticas revelam que abrandou 1,7 pontos percentuais, passando de uma variação de 7,4% em abril para 5,7% em maio.
Face a maio de 20256 os maiores aumentos foram ao nível dos transportes, Lazer, recreação, desporto e cultura, mas também Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, “com variações de 6%, 0,2% e 3,5% respetivamente (4,8%, -0,6% e 2,9% em abril).
“Em sentido oposto, assinala-se a diminuição da taxa de variação homóloga da classe das Bebidas alcoólicas e tabaco, dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e dos Restaurantes e serviços de alojamento, com variações de 3,1%, 3,2% e 5,1%, respetivamente (5,0%, 4,4% e 5,7% no mês anterior)”, detalhe o INE.
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