Ucrânia vai pedir 17 mil milhões de euros adicionais aos aliados para equipamentos militares
A Ucrânia deverá pedir aos aliados cerca de 17 mil milhões de euros adicionais em financiamento militar, durante uma reunião uma reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia (UDCG).
A Ucrânia quer que os aliados enviem um financiamento militar adicional de 20 mil milhões de dólares (cerca 17 mil milhões de euros) para consolidar o que o país considera ser uma vantagem no campo de batalha contra a Rússia.
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O pedido deverá ser feito na próxima semana durante uma reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia (UDCG), também conhecida como Grupo de “Ramstein” — uma aliança liderada pelos Estados Unidos e pela NATO e que reúne mais de 50 países que visa coordenar a ajuda militar e o fornecimento de equipamentos para apoiar as Forças Armadas ucranianas.
“Temos uma janela de oportunidade de seis a nove meses no campo de batalha que exige uma aceleração urgente do financiamento“, referiu uma fonte da Defesa da Ucrânia à Reuters.
Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, os países parceiros já se comprometeram com 38 mil milhões de dólares (quase 33 mil milhões de euros) em assistência militar para este ano.
“Todos veem que a Rússia está em chamas, e queremos que ela queime ainda mais, mas precisamos de financiamento para isso” adiantou um alto funcionário da defesa ucraniano sob condição de anonimato ao Politico.
O bloco europeu tem disponibilizado apoio financeiro para a Ucrânia. O Governo português aprovou na passada quinta-feira a realização de despesa até cerca de 130,4 milhões de euros para apoiar o país este ano no âmbito do quadro da NATO, prevendo a doação de equipamentos militares “letais e não letais”, bem como outros bens das Forças Armadas.
Do mesmo modo, a União Europeia libertou na segunda-feira quase 2,8 mil milhões de euros para a Ucrânia, a sétima parcela ao abrigo do Mecanismo para a Ucrânia que soma já 29,5 mil milhões de euros. Contudo, esta verba destina-se a apoiar apenas as necessidades de financiamento de Kiev e manter a administração pública, sem incluir financiamento militar.
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