Governador deixa aviso para o Orçamento: “Endividamento ainda é demasiado elevado”
Álvaro Santos Pereira apela à continuação da trajetória de redução da dívida pública e alerta para as consequências do envelhecimento da população nas contas públicas.
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu esta segunda-feira ser fundamental reduzir a dívida pública e recomendou aos decisores que, nas negociações para o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), se recordem que o endividamento “ainda é demasiado elevado”.
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“No próximo Orçamento do Estado, nas negociações, o importante é perceber que o endividamento publico ainda é demasiado elevado. Tem de continuar a diminuir”, disse o governador em conferência de imprensa de apresentação do “Boletim Económico de junho”, em Lisboa, quando questionado sobre o tema.
Sem querer entrar em especulações sobre o próximo Orçamento do Estado, Álvaro Santos Pereira recordou que o passado demonstrou as consequências do endividamento “em excesso”, destacando assim que o “esforço” deve continuar, porque “é fundamental continuar a baixar a dívida pública”.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% este ano e um agravamento para 0,5% no próximo ano. Porém, Santos Pereira admite que, em 2027, “se a economia melhorar, vai ajudar um pouco na receita fiscal e a nível orçamental”.
O governador alertou ainda que “se nada for feito, a dívida pública vai começar a crescer em meados dos anos 2030 por causa do envelhecimento da população“, aconselhando os agentes políticos a analisar cenários ao tomar decisões.
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