Apenas 5 das 26 regiões portuguesas são desenvolvidas

Dados do INE reforçam a ideia de um país inclinado para o litoral. Península de Setúbal, Madeira, Alentejo Central, Leiria e Cávado estão próximas das cinco regiões líderes.

Aveiro e Litoral Alentejano são as duas sub-regiões com pior índice de qualidade ambiental no país. A Sul, perspetiva-se a participação da indústria de Sines na pressão sobre uma região constituída ainda por Alcácer do Sal, Grândola, Odemira e Santiago do CacémHugo Amaral/ECO

A perspetiva de que Portugal é um país desigual tem novos dados concretos para aqueles que o defendem. Num total de 26 sub-regiões portuguesas, só cinco estão acima da média nacional, com a Grande Lisboa a ser a única da divisão administrativa NUTS III numa posição geográfica a Sul de Coimbra.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) referente a 2024, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), formulado sob um índice de base 100 é apresentado em três dimensões: competitividade, coesão e qualidade ambiental.

A Grande Lisboa lidera, destacada, nos dois primeiros, mas na qualidade ambiental tem uma posição bastante negativa, apenas melhor que o Algarve, Viseu Dão Lafões, Alentejo Litoral e Região de Aveiro.

Na dimensão de competitividade, Aveiro e a AMP estão 7% acima da média nacional e a Grande Lisboa aparece destacada, 16,7% para lá da média. As demais 23 sub-regiões ficam aquém da média nacional, com a Península de Setúbal, Cávado e Madeira nos lugares menos penalizadores para as empresas locais, entre 2,6% e 4,4% de perda para o todo do país.

Na coesão, Grande Lisboa, Região de Coimbra, Cávado, AMP, Alentejo Central, Médio Tejo, Região de Leiria, Alto Minho e Região de Aveiro estão, por esta ordem, nos melhores lugares, acima do índice 100.

Das quatro sub-regiões do Alentejo, o Alentejo Central, composto pelos 14 municípios do distrito de Évora, é a única em terreno positivo tanto no índice de coesão quanto no ambiental, ainda que na competitividade se fique por 90,11. Note-se, contudo, que mesmo estando em valor negativo na competitividade, a sub-região composta pelo distrito de Évora é a melhor nesta categoria em todo o Alentejo.

Por outro lado, as regiões de Aveiro e Alentejo Litoral são as que apresentam o pior índice de qualidade ambiental, mais de 5% aquém da média nacional, com a região a sul a ser, aparentemente, prejudicada pelo desenvolvimento industrial de Sines.

Com alguma surpresa, também o Algarve aparece entre os piores no capítulo ambiental (96,63, ou 3,37% abaixo da média nacional), pior ainda que a Grande Lisboa.

Ainda na vertente ambiental, os Açores, penalizados na competitividade (83,43) e na coesão (83,19), surgem em grande destaque, com o melhor resultado do país, 13,84% acima da média nacional.

Ainda do lado ambiental, seguem-se o Alto e o Baixo Alentejo e Terras de Trás-os-Montes, ligeiramente melhores no ar que se respira do que a Madeira (106,31). Em terreno positivo aparecem ainda, abaixo desta Região Autónoma, as Beiras e Serra da Estrela, Alto Minho, Douro, Alentejo Central, Região de Leiria, Alto Tâmega e Barroso, Região de Coimbra, Beira Baixa, Ave, e, na “linha de água”, com 100,14, a Área Metropolitana do Porto (AMP).

Nota para a correlação percecionada nos dados do INE entre o índice ambiental, de um lado, e, do outro, os de competitividade e coesão. Entre as 15 sub-regiões com nota positiva na ambiente proporcionado aos cidadãos, só a AMP está acima de 100 em competitividade. Na coesão, o aparente impacto sobre o ambiente é menor: das 15 sub-regiões, além da AMP, também Coimbra, Leiria, Alentejo Central e Alto Minho estão em terreno positivo.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Apenas 5 das 26 regiões portuguesas são desenvolvidas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião