Cimpor reativa moagem de Sines que estava encerrada desde 2010
A unidade, cujo principal foco será a produção de escória moída de alto forno, foi “profundamente modernizada” e tem capacidade para processar mais de 400 mil toneladas de matéria-prima.
A cimenteira Cimpor reativou o centro de produção da moagem de Sines, que estava encerrado há quase 16 anos. A empresa detida pelo grupo Taiwan Cement Corporation anunciou esta segunda-feira que iniciou as operações na moagem no litoral alentejano, que funcionou entre 2002 e 2010, mas acabou por fechar portas após decisão estratégica de transferência de fabrico para outras regiões, como Loulé.
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A unidade, cujo principal foco será a produção de escória moída de alto forno (GGBFS), foi “profundamente modernizada” para responder aos desafios da descarbonização na área da construção e tem agora capacidade para processar mais de 400 mil toneladas de GGBFS. Porém, arranca a atividade com 2.500 toneladas de escória moída já prontas para expedição.
A escória moída de alto forno é uma matéria-prima que permite a produção de cimentos e betões mais sustentáveis e com uma menor pegada carbónica. Na prática, quando se produz ferro, sobra um material designado escória que, se for logo arrefecido e moído até se tornar pó, e depois misturado ao cimento, melhora o desempenho do betão. Ou seja, trata-se de um subproduto da siderurgia.

“O arranque do centro de produção da moagem de Sines é o culminar de um processo desafiante em que o enorme esforço de coordenação e superação técnica foi essencial. Fomos além da mera modernização de uma instalação. O que fizemos foi cimentar mais um importante pilar da nossa estratégia de descarbonização, enquanto consolidamos capacidade operacional e nos preparamos para o futuro da produção de materiais inovadores e sustentáveis”, afirmou o diretor da infraestrutura, Ricardo Alvim, em comunicado divulgado aos meios de comunicação social.
Em termos logísticos, a instalação está operacional e encontram-se reunidas as condições para a expedição a granel. O arranque da operação de enchimento de big bags (contentores industriais para transporte a granel) prevê-se que aconteça ainda esta semana.
“A reconversão tecnológica de que esta unidade foi alvo permitirá também que, no futuro, seja possível processar outras matérias-primas com benefícios ambientais relevantes”, explica a Cimpor, acrescentando que esta infraestrutura é “decisiva na estratégia de sustentabilidade da empresa e reforça a sua presença no hub industrial de Sines. Ainda assim, a “progressão para um regime de exploração com maior número de turnos será faseada, dependendo da conclusão do processo de certificação do produto e da evolução das necessidades do mercado”.
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