Mais de dois séculos de história patentes ao público no Museu da Universidade do Porto
A partir de quarta-feira, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto tem patente ao público a mostra "Maravilhário" com um acervo de milhares de objetos doados à instituição.

- A partir de quarta-feira, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto apresenta uma nova exposição com um espólio significativo, incluindo doações de académicos e colecionadores ao longo de duas décadas.
- O acervo inclui 125 mil insetos, 40 mil moluscos e 39 mil espécimes de herbário, refletindo a riqueza do património científico e cultural da instituição.
- A exposição, que estará disponível até 20 de setembro, destaca a importância da doação para a preservação do conhecimento científico e cultural.
Desde a coleção de ovos de Henry Waldo Coverley, antigo vice-cônsul britânico no Porto e considerado “o pai da ornitologia portuguesa”, até ao arquivo científico do zoólogo Desmond Morris, são muitas as peças que estarão patentes ao público a partir desta quarta-feira, no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto. Fazem parte de um espólio que foi doado à instituição portuense durante mais de dois séculos.
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“O Maravilhário celebra o ato de doar como peça fundamental na preservação e valorização do património científico, cultural e natural”, começa por assinalar Fátima Vieira, vice-reitora para a Cultura e Museus da Universidade do Porto, citada num comunicado.
Ao todo, foram doados ao Museu de História Natural e da Ciência 125 mil insetos, 40 mil moluscos, 39 mil espécimes de herbário, 5.500 exemplares de árvores e arbustos, 4.450 aves e 2.500 aracnídeos. Contam-se ainda 1.150 fósseis, 1.650 objetos etnográficos e 1.550 arqueológicos, 600 peixes, 500 anfíbios e répteis, 300 rochas e minerais e 198 mamíferos, de acordo com a Universidade do Porto.

Em exposição até 20 de setembro, no polo central do museu situado no edifício da Reitoria da Universidade do Porto, estarão coleções de aracnídeos, insetos, instrumentos científicos, fósseis, aves ou fotografias e pinturas que foram doadas desde o final do século XVIII até ao ano de 2025, por académicos, colecionadores, biólogos, arqueólogos ou etólogos.
Entre os mamíferos inclui-se, por exemplo, o esqueleto da baleia-azul juvenil que deu à costa na Praia do Paraíso, em Matosinhos, em 1937. Também estará patente a coleção de aracnídeos, dedicada sobretudo à taxonomia e à biologia de escorpiões, doada pelo biólogo neerlandês Arie van der Meijden.
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