Modelo de IA Amália apresentado “este mês”, garante Fernando Alexandre
O ministro da Educação, Ciência e Inovação explicou, em Macau, que o modelo português de inteligência artificial Amália será apresentado ainda em junho.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou esta segunda-feira que o modelo de linguagem de inteligência artificial (IA) em português Amália será apresentado “este mês”, tal como estava previsto. “É um projeto com dois anos [e representa] um investimento de mais de 5 milhões de euros por parte do Estado português, com apoio do PRR. O projeto vai ser apresentado até ao final do mês e tem tido resultados muito positivos”, indicou o governante em declarações à Lusa em Macau.
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O representante português esteve presente esta segunda-feira em Macau na inauguração do 35.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que junta 36 reitores e presidentes de instituições de ensino superior dos Países de Língua Portuguesa (PLP). O Amália – Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial faz parte da Agenda Nacional de IA, e foi desenvolvido por uma equipa composta pela Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto, Universidade do Minho e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Segundo o ministro, o objetivo do projeto era oferecer “maior rigor em toda a dimensão da língua e cultura portuguesa”, com a ambição de ser “usado e melhorado por todos os países da lusofonia”.
“É o objetivo mais ambicioso, ter um modelo de linguagem em grande escala em língua portuguesa, que preserva especificidades linguísticas, aspetos culturais e contextuais do português de Portugal e das suas variantes, algo que os modelos de IA em língua inglesa ou chinesa muitas vezes não têm, por não terem acesso aos mesmos dados”, apontou Fernando Alexandre.
Este ano, o Ministério da Reforma do Estado classificou o modelo de IA como “estratégico para Portugal”, anunciando que seria “orientado para o desenvolvimento de novos casos de uso, incluindo no sistema educativo, para apoiar alunos e professores com ferramentas adaptadas ao contexto português”. O processo de criação do Amália começou com a recolha e processamento de dados em português europeu em larga escala, os quais foram filtrados com base na sua relevância e qualidade linguística, e com conhecimento recolhido até 2023.
Uma versão de teste do primeiro modelo de linguagem português foi concluída na primeira metade de 2025, e a versão final será agora apresentada este mês. “O Amália será um modelo aberto e gostaríamos de o promover em todo o espaço lusófono, bem como envolver outras instituições no seu aperfeiçoamento”, destacou o ministro.
Para levar a cabo o treino dos modelos, foi utilizada infraestrutura computacional em grande escala, através de supercomputadores ibéricos, como o espanhol Mare Nostrum 5, o português Deucalion, e europeus, através da rede EuroHPC.
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