Portugal tem seis mestrados em Finanças entre os melhores do mundo

A Nova SBE destaca-se na 8.ª posição do ranking do FT de 2026, a Iscte Business School regressa às tabelas do jornal britânico dois anos depois, e a Católica Porto regista a maior subida.

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A formação nacional continua a destacar-se além-fronteiras. Portugal está representado por seis faculdades na lista das 70 melhores do mundo para se tirar um mestrado em Finanças. A Nova School of Business and Economics (Nova SBE), a Católica Lisbon School of Business and Economics, o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), a Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), a Iscte Business School e a Católica Porto Business School estão no ranking do Financial Times (FT) de 2026.

Quais os principais destaques nesta tabela do jornal britânico? A Nova SBE mantém-se na liderança do grupo made in Portugal, apesar de ter descido de 6.º para 8.º lugar; a Iscte Business School regressa a este campeonato mundial dois anos depois; e a Católica Porto Business School regista a maior subida entre as seis.

Há mais de uma década que a Nova SBE está na liderança em Portugal, sendo que desta vez pontuou sobretudo no indicador que olha para a carreira internacional dos graduados. “Esta distinção confirma que estamos entre as escolas de gestão, economia e finanças com melhor desempenho global, combinando excelência académica, alcance e projeção internacionais, inovação e compromisso com a sustentabilidade”, comentou o dean Pedro Oliveira.

Logo depois surge a Católica Lisbon School of Business and Economics, que subiu da 23.ª posição em 2025 para a 19.ª este ano. Neste caso, sobressaiu a progressão salarial. “É uma honra vermos o nosso mestrado em Finanças desde 2017 consistentemente reconhecido como um dos melhores do mundo no ranking do FT. O mercado de trabalho reconhece o valor e excelente preparação dos nossos graduados, os quais são rapidamente promovidos e valorizados, aumentando o seu salário em mais de 50% em três anos, critério onde estamos mesmo na posição 16.ª mundial”, salienta o dean Filipe Santos.

A completar o pódio português ficou o ISEG – Lisbon School of Economics and Management, que caiu de 27.º para 33.º lugar. É também na progressão salarial dos seus diplomados que mais pontua, com um aumento médio de 75% em ordenados, o que o coloca no melhor resultado nacional e no 7º a nível global neste indicador. “É um resultado que confirma a consistência, a qualidade e a relevância internacional do ISEG e em particular na área financeira. Num ecossistema cada vez mais competitivo, destacarmo-nos pela melhor progressão salarial entre as escolas portuguesas mostra que o nosso mestrado em Finanças cria valor real para os estudantes, para as empresas e para a economia”, refere o presidente do ISEG, João Duque.

Mais abaixo aparece a FEP – Universidade do Porto, que desceu duas posições, de 41.ª para 43.ª. A instituição de ensino superior portuense tem-se distinguido especialmente nos indicadores que avaliam a relação entre o investimento académico e o retorno profissional e, pelo segundo ano consecutivo, é a 1.ª em Portugal e 7.ª no mundo no indicador Value for Money, que avalia a relação entre o custo do programa e os resultados profissionais alcançados após a sua conclusão.

O diretor da FEP, Óscar Afonso, dá ênfase à “excelência académica, na proximidade ao mercado e numa forte orientação internacional”, realçando que “a liderança contínua em Value for Money é particularmente relevante num contexto em que os candidatos procuram formações com elevado impacto e retorno”.

Melhores notícias recebeu a Iscte Business School, que voltou às listas de onde não constava desde 2023, e ainda conquistou um posto entre os 50 melhores lugares (47.º). “Portugal consolidou-se como um hub europeu de referência na formação em Finanças. A presença da Iscte Business School no Top 50 mundial do FT reforça a projeção internacional deste ecossistema e confirma a capacidade das escolas portuguesas para competir ao mais alto nível. O desempenho de motivo de orgulho para a Escola e para o país”, considera a dean Maria de Fátima Salgueiro.

Maria de Fátima Salgueiro, dean da Iscte Business School

Por fim, mais uma subida por parte de uma escola da Universidade Católica, desta vez a da região norte. A Católica Porto Business School escalou do 63.º lugar para o 54.º lugar, o que significa um salto de nove lugares impulsionado por melhorias em indicadores-chave como a empregabilidade dos diplomados. “Confirma a qualidade do trabalho que temos vindo a desenvolver e a capacidade da Católica Porto Business School para competir ao mais alto nível internacional”, referiu o diretor João Pinto.

“O que nos distingue é o foco continuado no desenvolvimento da pessoa. Cultivamos um ambiente de proximidade com os alunos e com o mercado de trabalho. Criamos pontes que serão o início de carreiras profissionais de excelência”, completou o diretor do mestrado em Finanças e vice-dean, Paulo Alves.

Ranking Masters in Finance 2026 – Financial TimesLeonor Gonçalves / ECO


A análise do FT baseia-se em dois inquéritos distintos, dirigidos às escolas de economia e gestão e aos antigos alunos (alumni) que concluíram o mestrado, que abrange até a sua remuneração
. Para serem elegíveis, as instituições de ensino superior têm de cumprir vários critérios de qualidade, incluindo ter acreditações internacionais, entre as quais a AACSB – Association to Advance Collegiate Schools of Business. Há 18-19 indicadores que medem o progresso de carreira dos graduados, bem como critérios de sustentabilidade ambiental e de diversidade da escola.

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