Novo aeroporto de Lisboa em “ritmo aceleradíssimo”. Pinto Luz admite cogestão na TAP já em 2026
Vencedor da privatização da TAP poderá, ainda em 2026, ficar a gerir a companhia em conjunto com a atual administração, refere Pinto Luz, admitindo o “custo político” do estaleiro de obras na Portela.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garante que o dossiê relativo à construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete está a avançar a um “ritmo aceleradíssimo”, assegurando que a ANA “está a cumprir ao dia” e que em janeiro de 2028 entregará ao Estado português “o projeto do novo aeroporto, a avaliação do impacto ambiental e as condições económico-financeiras para o executar, dentro das regras que o Governo colocou”.
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No podcast Política com Assinatura, da Antena 1, o governante reconheceu, por outro lado, que as obras no aeroporto Humberto Delgado, transformado em “estaleiro”, são um “custo político” para o Governo, mas “tem de ser para [fazer] aquilo que não foi feito em oito anos” de governação socialista com António Costa. Por outro lado, diz que em conjunto com a tutela da Administração Interna foram adotadas medidas que tornaram as “fronteiras melhores do que estavam há quinze dias, há um mês, há dois meses”.
Já quanto ao dossiê da TAP, Miguel Pinto Luz estimou que o vencedor da privatização da TAP só no verão de 2027 poderá entrar efetivamente no capital na transportadora, culpando “esta Europa se calhar demasiado burocrática e penalizadora dos tempos de decisão”. Porém, o ministro frisa que o grupo que será escolhido em setembro deste ano poderá, ainda em 2026, ficar com a cogestão da companhia de aviação em conjunto com a administração da TAP.
No plano político, Miguel Pinto Luz não afasta uma futura candidatura à liderança do PSD — “farei a minha avaliação” — e olha para as repetidas críticas de Pedro Passos Coelho ao Executivo liderado por Luís Montenegro como “uma vontade incessante de reformar, de fazer mais, [querendo] que os seus possam fazer mais”. No entanto, salientou que “não [concorda] com muitas das afirmações” do antigo primeiro-ministro nem com “a visão que colocou sobre o Governo”.
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