Reino Unido terá de rever planos militares sem reforço de financiamento
O chefe do Estado-Maior da Defesa britânico avisa que a falta de financiamento poderá obrigar o Reino Unido a cortar planos de operações e exercícios militares nos próximos anos.
O Reino Unido terá que reduzir as operações e exercícios militares nos próximos anos caso o Ministério da Defesa britânico não receba financiamento adicional de Downing Street e do Tesouro, alertou o chefe do Estado-Maior da Defesa britânico.
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Richard Knighton afirmou numa comissão da Câmara dos Lordes no Parlamento do Reino Unido que estava “muito preocupado” com os orçamentos para as atividades militares do país, uma semana após o ministro da Defesa britânico, John Healey, ter-se demitido por não concordar com o nível de financiamento proposto para investir nas forças militares.
“Teremos que reduzir as nossas atividades, os nossos exercícios, atividades operacionais, se o nível de financiamento de recursos que temos à nossa disposição não aumentar”, vincou Knighton, citado pelo The Guardian.
Apesar de os orçamentos para a defesa no Reino Unido terem aumentado, o chefe da Defesa britânico sublinhou que a despesa corrente não acompanhou esse aumento, num contexto de aumento dos custos causados pelo conflito no Médio Oriente, como o aumento do preço do jet fuel, preponderante para aeronaves militares.
“Se analisarmos a situação de 20 anos atrás, a divisão entre gastos com recursos naturais e gastos de capital era de aproximadamente 80/20. Hoje, a proporção é de cerca de 60/40 – 60% em atividades e recursos, e 40% em capital. De acordo com a projeção atual, em 2030, será de 50/50”, acautelou Richard Knighton, citado pelo jornal britânico.
O chefe do Estado-Maior da Defesa britânico ainda assinalou a importância de alcançar a meta estabelecida pela NATO – meta global de 5%, onde 3,5% são para despesas militares e os restantes 1,5% para investimentos relacionados com segurança e defesa.
“A NATO e os nossos aliados concordam que investir 3,5% do PIB nacional em defesa é o necessário para atingir as metas de capacidade da NATO”, frisou Richard Knighton no Parlamento britânico.
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