Cabaz alimentar interrompe descida e volta a encarecer. Custa 257,68 euros
Preço do cabaz alimentar voltou a subir para 257,68 euros esta semana, após ter registado a maior descida das últimas nove semanas. Desde o início do ano, já encareceu 15,86 euros.
- O preço dos alimentos básicos voltou a subir, com o cabaz monitorizado pela Deco Proteste a custar esta semana 257,68 euros, mais 2,11 euros que na semana anterior.
- Desde o início do ano, o aumento acumulado para os 63 produtos é de 15,86 euros, representando uma subida de 6,56%, enquanto em relação ao ano passado o aumento é de 14,90 euros, ou 6,14%.
- Os consumidores enfrentam um encarecimento significativo, com produtos como o carapau a custar 64% a mais face ao ano passado, refletindo a pressão inflacionista sobre os preços alimentares.
Depois de ter registado a maior descida em valor das últimas nove semanas, o preço dos alimentos básicos inverteu a tendência de queda, voltando a subir. O cabaz de produtos monitorizados pela Deco Proteste custa esta semana 257,68 euros, mais 2,11 euros que há sete dias, num contexto de aumento dos custos de produção, consequência direta da guerra no Médio Oriente.
Desde o início do ano, comprar o mesmo conjunto de 63 produtos ficou 15,86 euros mais caro, o equivalente a uma subida de 6,56%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os consumidores pagam agora mais 14,90 euros pelo mesmo cabaz, o que representa um aumento de 6,14%.
Entre os produtos que registaram os maiores aumentos percentuais na última semana, entre 10 e 17 de junho, destacam-se os flocos de cereais, cujo preço subiu 18%, para 2,83 euros, o carapau que subiu 16%, para 6,25 euros por quilo e a alface frisada, que encareceu 12%, para 2,63 euros por quilo.

Face ao mesmo período do ano passado, as maiores subidas de preço verificam-se:
- no carapau, que está 64% mais caro e custa atualmente 6,25 euros por quilo,
- na couve-coração, que aumentou 40%, para 1,78 euros por quilo,
- no robalo, cujo preço subiu 31%, para 10,38 euros por quilo,
- e na alface frisada, que regista um aumento de 25%, para 2,63 euros por quilo.
A análise mostra ainda que, no início de 2022 — quando a organização de defesa do consumidor começou a acompanhar a evolução destes preços –, era possível comprar exatamente os mesmos 63 produtos por menos 69,98 euros, uma diferença de 37,28%.
A Deco Proteste destaca que, desde o arranque desta monitorização, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer, cujo preço disparou 126%, para 13,14 euros por quilo, nos ovos, que encareceram 84%, para 2,10 euros, e na couve-coração, que acumula uma subida de 79%, para 1,78 euros por quilo.
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