Eurostat confirma: inflação na Zona Euro supera 3% pela primeira vez desde 2023
Portugal registou a nona taxa de inflação homóloga mais baixa entre os 27 Estados-membros da UE. Entre as componentes, a energia registou a variação mais alta, apesar de igual ao mês de abril.
A taxa de inflação homóloga na Zona Euro avançou para 3,2% em maio, acima dos 3% registados em abril, segundo confirmou esta quarta-feira o Eurostat. Na União Europeia (UE), o índice de preços no consumidor (IPC) fixou-se nos 3,3%, acelerando uma décima face ao mês anterior.
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O indicador da inflação subjacente (que exclui os produtos mais voláteis, como a energia e os alimentos não processados) também acelerou, de 2,1% em abril para 2,3% em maio.
A Suécia (1,1%), a Dinamarca e a Chéquia (ambas 1,8%) registaram as taxas anuais mais baixas, enquanto a Roménia (9,7%), a Bulgária (6,3%) e a Lituânia (5,1%) tiveram as variações mais elevadas.
Portugal foi um dos 11 Estados-membros da UE em que a inflação homóloga, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), baixou em maio face a abril, tendo passado de 3,3% para 3,1% — a nona taxa mais baixa entre os 27. Nos restantes 16 países do bloco comunitário, a taxa de inflação subiu.

De acordo com o Eurostat, a energia registou a taxa de inflação homóloga mais elevada (10,8%, tal como em abril), seguida pelos alimentos não processados (4,0%, abaixo dos 4,6% do mês anterior), pelos serviços (3,5%, mais cinco décimas do que em abril), pela alimentação, álcool e tabaco (1,1%, que compara com 1,6% em abril) e pelos bens industriais não energéticos (0,9%, contra 0,8% em abril).
Em maio, os serviços (+1,61 pontos percentuais), a energia (+0,98 pontos percentuais), os alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (+0,36 pontos percentuais) e os bens industriais não energéticos (+0,23 pontos percentuais) contribuíram positivamente para a taxa de inflação anual da Zona Euro.
Em termos mensais, a variação do IPC foi de 0,1% tanto na área da moeda única como no conjunto dos 27 países da UE.
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