Infraestruturas de Portugal deve ter mais “liberdade” para acelerar investimentos
O ministro das Infraestruturas e Habitação defendeu que a IP deve ter mais autonomia para concretizar os projetos que lhe são atribuídos.
O ministro das Infraestruturas e Habitação defendeu esta quarta-feira que a Infraestruturas de Portugal (IP) deve ter maior liberdade para executar os investimentos que lhe são atribuídos.
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Miguel Pinto Luz marcou presença na celebração no 11.º aniversário da empresa, em Almada, e defendeu que a IP deve ter mais autonomia para concretizar os projetos que lhe são atribuídos, considerando que é frequentemente mandatada para executar investimentos, mas sem dispor da liberdade necessária para avançar com rapidez.
“Temos que, de uma vez por todas, dar liberdade com responsabilidade a esta grande casa para executar depressa e bem”, afirmou.
Na intervenção, o governante garantiu que a continuidade e o fortalecimento da IP constituem uma prioridade do Governo, rejeitando que a empresa seja utilizada como instrumento de disputa política.
Pinto Luz assegurou que o Governo continuará a defender a empresa no espaço público e político, sublinhando a confiança na capacidade técnica dos trabalhadores para concretizar os investimentos previstos.
Na mesma ocasião, o presidente da IP, Paulo Carmona, afirmou que a empresa entrou num novo ciclo focado em aumentar a execução dos investimentos, anunciando uma ferramenta pública para acompanhar projetos.
Na primeira intervenção enquanto presidente da IP, Paulo Carmona defendeu que a organização deve tornar-se “mais simples na ambição, decidir melhor, executar melhor e responder melhor”, assinalando que o país atravessa uma “década decisiva” para o desenvolvimento das infraestruturas.

“Não estamos aqui apenas para continuar uma obra. Estamos aqui para exigir mais resultado, mais execução e melhor forma de lidar com o futuro”, declarou.
Paulo Carmona defendeu ainda que a transparência é essencial para reforçar a confiança pública, sublinhando que o objetivo é disponibilizar informação sobre o que já foi estudado, o que está em desenvolvimento e os prazos previstos para a conclusão dos projetos.
A IP, que resulta da fusão entre a REFER – Rede Ferroviária Nacional e a EP – Estradas de Portugal, é responsável pela gestão de infraestruturas rodoviárias e exerce a prestação de serviço público de gestão da infraestrutura integrante da Rede Ferroviária Nacional (RFN).
A IP, cujo único acionista é o Estado Português, está sujeita à tutela do Ministério das Infraestruturas e Habitação e do Ministério das Finanças.
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