Kubilius critica concentração de compras nas grandes empresas de defesa
O comissário da Defesa da Europa pediu aos Estados-membros que reduzam o peso das maiores empresas de defesa nos contratos militares, dando mais espaço a startups e PME europeias.
O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, apelou aos Estados-membros para que limitem o domínio de mercado das maiores empresas de defesa europeias, argumentado que as preferências nacionais nas aquisições de equipamento militar estão a retardar o crescimento de startups e empresas mais pequenas inovadoras.
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O comissário europeu alertou que o mercado europeu do setor continua altamente concentrado, uma vez que os maiores grupos de defesa detêm a maior fatia das aquisições governamentais, comparativamente com os Estados Unidos.
“Nos Estados Unidos, apenas 40% das aquisições são destinadas às dez maiores empresas de defesa. Aqui na Europa, esse percentual fica entre 67% e 90% para a Alemanha, Polónia e Reino Unido”, afirmou Andrius Kubilius durante a feira de defesa Eurosatory, em Paris, citado pelo Euractiv.
Para Kubilius, as isenções às regras de contratação pública contribuíram para a criação de 27 mercados nacionais de defesa ao invés de um mercado comum, dificultando a entrada e expansão de startups e PME no ecossistema europeu.
“As adjudicações diretas podem ser necessárias para garantir a segurança. Mas elas tornaram-se regra. E isso é um desequilíbrio. Estamos orgulhosos das nossas empresas líderes, mas as startups e PME também precisam de espaço e oportunidades“, sublinhou, citado pelo site noticioso.
O político lituano voltou a vincar que a União Europeia deveria integrar tanto as forças armadas da Ucrânia como a sua indústria de defesa na futura arquitetura de segurança do Velho Continente, acrescentando que o conflito com a Rússia exponenciou o desenvolvimento de drones e outras tecnologias.
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