OpenAI acelera investimento em 2025, mas receitas continuam (muito) abaixo das despesas
A dona do ChatGPT gastou 34 mil milhões de dólares em 2025, quase o triplo do ano anterior. Apesar de ter ultrapassado os 13 mil milhões em receitas, a empresa continua longe de equilibrar as contas.
Já não é surpresa que as empresas de inteligência artificial (IA) apresentem despesas elevadas para desenvolver esta tecnologia, enquanto as receitas, apesar de crescerem a um ritmo impressionante, continuam a ficar aquém dos custos. A OpenAI não foi exceção em 2025. A detentora do ChatGPT encerrou 2025 com receitas de 13,07 mil milhões de dólares, um aumento de cerca de 253% face aos 3,7 mil milhões registados em 2024.
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Segundo os números divulgados ao Financial Times pelo jornalista independente Ed Zitron, os custos e as despesas totais dispararam para 34 mil milhões de dólares, quase o triplo dos 12,48 mil milhões registados em 2024.
Grande parte desse aumento foi impulsionado pelos investimentos em investigação e desenvolvimento, que passaram de 7,81 mil milhões para 19,18 mil milhões de dólares em apenas um ano. Os custos associados à operação dos modelos de IA e da infraestrutura também cresceram significativamente atinindo 7,5 mil milhões de dólares em 2025, face a 2,65 mil milhões em 2024. As despesas de vendas e marketing aumentaram de 1,11 mil milhões para 5,73 mil milhões de dólares, o que evidencia a aposta da empresa na expansão da base de clientes e produtos.

O resultado foi um prejuízo operacional de 20,92 mil milhões de dólares em 2025, mais do dobro dos 8,78 mil milhões registados no ano anterior. Ainda mais expressivo foi o prejuízo líquido atribuível à empresa, que atingiu 38,53 mil milhões de dólares, comparando com 5,09 mil milhões em 2024.
Os elevados gastos da empresa têm sido financiados pelos investidores, que continuam entusiasmados e acreditam na indústria da IA. Em março, a OpenAI captou 122 mil milhões de dólares em financiamento, numa ronda que avaliou a empresa em mais de 850 mil milhões de dólares.
A empresa dona do ChatGPT apresentou no início de junho confidencialmente à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) a documentação necessária para uma Oferta Pública Inicial (IPO), num processo que poderá abrir caminho à entrada em bolsa da empresa ainda este outono. Sam Altman, CEO da empresa, tem defendido que a submissão da documentação dá à OpenAI a opção de recorrer aos mercados públicos para financiar o seu crescimento, sem excluir a possibilidade de a empresa permanecer privada.
A potencial entrada em bolsa da OpenAI surge numa altura de crescente competição no mercado da IA. Entre os principais rivais está a Anthropic, responsável pelo chatbot Claude, que também avançou recentemente com um pedido confidencial de IPO e poderá alcançar uma avaliação superior a um bilião de dólares.
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