Organização do Air Invictus promete compensar operadores turísticos do Douro

  • Lusa
  • 17 Junho 2026

Operadores do Douro com cais entre as pontes da Arrábida e D. Luís I vão receber indemnizações pelos prejuízos. Espetáculo aeronáutico no Porto, Maia, Gaia e Matosinhos ainda sem autorização da ANAC.

A organização do Air Invictus chegou a acordo com os operadores turísticos do rio Douro, garantindo a atribuição de um valor compensatório às empresas por eventuais prejuízos relacionados com o evento, que deverá começar na sexta-feira.

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Num comunicado assinado pelo responsável máximo pelo evento, Luís Castro, a organização do Air Invictus refere que “chegou a acordo com os operadores do Douro, com cais entre as pontes da Arrábida e D. Luís I”.

Em causa está um espetáculo aeronáutico que vai decorrer nas cidades do Porto, Maia, Vila Nova de Gaia e Matosinhos, que inclui exibições aéreas que, a dois dias do arranque, ainda não tem autorização da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

A organização refere que o entendimento entre o Air Invictus e a Associação das Atividades Marítimo Turísticas (AAMTD) “foi alcançado no dia 26 de maio e formalizado na passada semana”.

“Do acordo consta um valor compensatório que será pago a cada empresa pelos prejuízos sofridos na sua atividade, como consequência das decisões impostas pelas autoridades competentes, durante o período em que vai decorrer o espetáculo aeronáutico”, lê-se no comunicado.

A organização aproveita para agradecer “o espírito elevado e cordial com que decorreram as conversações que permitiram alcançar o acordo” e fala no estabelecimento de “pontes para outros eventos a realizar no Douro”.

Na sexta-feira, a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) lamentou que o evento Air Invictus tenha sido construído como “começar uma casa pelo telhado” e questionou a falta de planeamento do rio, falando em “tremenda perda de negócio”.

Lembrando que os operadores têm de ser indemnizados pelas perdas que possam ter, até dado o “encaixe previsto” do operador do evento aéreo, o membro da direção Hugo Bastos considerou que o processo “não começou da melhor forma”, nomeadamente devido à ausência de autorização da ANAC.

Disse também ter dificuldade em “explicar às pessoas” que os planos que fizeram, por vezes com anos de antecedência, saem agora gorados se os barcos turísticos não puderem navegar no Douro, sobretudo tendo em conta o que acarreta: voos, hotéis, restaurantes e outras atividades associadas.

“Os operadores que estão aqui no Douro têm um conjunto de obrigações sobre os colaboradores, sobre a razão de ser do negócio, que são os passageiros, e há aqui um planeamento de todos, a cinco anos. Estamos a vender já cinco anos para a frente. (…) Neste pressuposto, chega uma atividade qualquer que diz: ‘não podem fazer isto nestes dias’, como é que eu respondo aos meus clientes internacionais?”, questionou Hugo Bastos.

Nove anos depois de os aviões da Red Bull Air Race terem competido sobre o rio Douro, a animação do novo festival Air Invictus irá repartir-se entre sexta e domingo.

Às acrobacias e corridas dos melhores pilotos do mundo, irão juntar-se o desfile de modelos clássicos e contemporâneos civis e militares, música e um espetáculo de drones, num total de 15 eventos.

A cerimónia oficial está marcada para sexta-feira, pelas 18:30, no CEiiA, em Matosinhos. Durante o fim de semana, paralelamente à competição, haverá nos céus do Douro a ‘performance’ de pilotos nacionais e internacionais especialistas em acrobacias aéreas, um lote que inclui o veterano Luís Garção.

A Força Aérea Portuguesa estará presente com aeronaves históricas de várias épocas, algumas estarão em exposição nas margens do Porto e de Gaia.

Haverá ainda espaço para concertos, batalhas de DJ’s e muita animação aérea nas margens do rio ao longo de sábado a domingo.

No final de dezembro, na apresentação do festival, o ministro da Economia, Castro Almeida, estimava que o Air Invictus poderá gerar uma receita superior a 100 milhões de euros.

O evento conta com um apoio de 3,89 milhões de euros do Turismo de Portugal e 1,5 milhões das câmaras do Porto, Gaia, Matosinhos e Maia.

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