Portugal subscreve declaração sobre “reabertura urgente” do estreito de Ormuz

  • Lusa
  • 17 Junho 2026

Portugal subscreveu a declaração feita no domingo pelos governos do Reino Unido, França, Alemanha e Itália sobre o acordo entre os EUA e Irão, que apelava a "reabertura urgente" do Estreito de Ormuz.

Portugal subscreveu esta quarta-feira a declaração feita no domingo pelos governos do Reino Unido, França, Alemanha e Itália sobre o acordo entre os EUA e Irão na qual exortavam a “reabertura urgente” do estreito de Ormuz.

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Felicitando as duas partes e os mediadores, o Paquistão e o Catar, o comunicado considerou este “um momento propício para restaurar a estabilidade regional e estabilizar a economia global”.

Os quatro países, conhecidos em conjunto como E4, pediram a conclusão das negociações detalhadas para que o “acordo seja implementado de forma rápida e abrangente”.

“A reabertura urgente do estreito de Ormuz, com liberdade de navegação incondicional e sem restrições, é essencial. Estamos empenhados em desempenhar o nosso papel para alcançar este objetivo“, referiram.

Invocando o trabalho de cooperação para montar uma operação militar de apoio à reabertura daquela passagem marítima, o E4 vincou que esta será “uma missão estritamente defensiva e independente destinada a tranquilizar a navegação comercial e a realizar operações de desminagem”.

“Estamos prontos para colaborar com os EUA, o Irão e a AIEA para esse fim. Estamos dispostos a levantar as sanções relevantes em resposta a medidas claras e verificáveis por parte do Irão relativamente ao seu programa nuclear“, acrescentaram.

Segundo o portal do Governo britânico, Portugal foi um dos 31 países que subscreveram a declaração nos últimos dias. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para sexta-feira e marcará o início de um processo negocial de 60 dias destinado a alcançar um acordo de paz definitivo entre Washington e Teerão.

O entendimento foi anunciado no domingo pelo Paquistão, que tem desempenhado funções de mediação entre as partes, e posteriormente confirmado pelos governos norte-americano e iraniano.

O documento surge após mais de três meses de conflito no Médio Oriente, desencadeado pela ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Entretanto, persistem divergências quanto ao alcance do acordo, com Teerão a alertar que os ataques israelitas no Líbano poderão constituir uma violação dos compromissos assumidos no âmbito do entendimento alcançado com Washington.

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