Prémios ECO/Cimpor. Distinguidos os líderes que desenham a economia

  • ECO
  • 19 Junho 2026

Na primeira edição dos prémios ECO/CIMPOR, Isabel Furtado levou o Lifetime Achievement Award e quatro gestores com menos de 40 anos foram reconhecidos como Rising Stars.

António Miguel, Isabel Furtado e Joana Magalhães da Silva

Nascem os Prémios ECO/CIMPOR, que pretendem fazer um reconhecimento a quem lidera, gere e faz bem nas empresas, procurando distinguir vários perfis diferentes com um traço em comum: percursos de qualidade e contributo para o desenvolvimento das empresas e da sociedade em geral. “Não gosto muito da expressão prémios, porque prefiro distinção e boas práticas”, começou por enquadrar António Costa, diretor do ECO, na abertura da cerimónia que revelou os vencedores desta primeira edição, na última quinta-feira.

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Foi com essa convicção que o ECO e a CIMPOR lançaram esta parceria, que conta com um painel de júri composto por três diretores de escolas de gestão: Filipe Santos, da Católica Lisbon School of Business & Economics, Óscar Afonso, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e Pedro Oliveira, da Nova SBE.

O grande prémio, o ECO/CIMPOR Lifetime Achievement Award 2026, foi para Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive. A gestora saiu de Portugal para estudar com 12 anos, passou pelo Canadá e por Inglaterra, e regressou mais tarde para liderar uma empresa familiar nortenha da indústria têxtil que, muito antes de ser moda falar de exportação, já fornecia automóveis a marcas como a Saab e a Volvo. “O primeiro carro que a TMG forneceu foi em 1971. Já nascemos exportadores”, disse. Apesar de uma carreira de sucesso, há “ainda bastante para fazer e muito trabalho pela frente”, garantiu, salientando que o prémio “carreira” não é sinónimo de que tudo está feito.

Na categoria Rising Stars – para gestores com menos de 40 anos – foram quatro os distinguidos. Joana Magalhães da Silva, location manager da McKinsey em Portugal, ocupa um cargo que o júri considerou notável pela raridade com que alguém tão jovem o conquista numa grande consultora. “Vejo esta distinção como a responsabilidade de continuar a merecer a confiança que os nossos clientes nos depositam e de utilizar essa confiança para ajudar a construir mudanças positivas e duradouras na nossa economia”, partilhou.

A categoria Rising Stars, destina a gestores com menos de 40 anos, foram distinguidas quatro personalidades: Joana Magalhães da Silva (McKinsey), António Miguel (Maze Impact), Marcelo Lebre (Remote) e Cristina Fonseca (Indico Capital)

António Miguel, fundador e CEO da Maze Impact, falou sobre o regresso de Londres há 13 anos e da cultura que foi construindo, assente em “coisas básicas” como “chegar a horas, subprometer e sobre-entregar”, mas também “atuar com base em princípios”. A Maze Impact criou o primeiro fundo de impacto social em Portugal e o primeiro título de impacto social no país para provar que investir nesta área é, como apontou o responsável, a maior oportunidade económica dos nossos tempos.

Marcelo Lebre, cofundador e presidente da Remote, e Cristina Fonseca, general partner da Indico Capital, foram também distinguidos, mas não puderam estar presentes.

Portugal precisa de reter talento

O painel de debate que antecedeu os prémios, moderado pelo subdiretor do ECO, Tiago Freire, revelou que, entre as 100 melhores escolas do mundo em mestrados de finanças, há seis portuguesas. Apenas o Reino Unido e França têm mais. “Os Estados Unidos, a Itália, a Alemanha, a Suíça, todos têm menos do que Portugal”, sublinhou Filipe Santos. O problema, concordaram os três membros do júri, não é a qualidade do talento que se forma em território nacional, mas na dificuldade que existe em recuperar os profissionais que decidem emigrar. Para os convencer a voltar, apontaram os líderes universitários, seria preciso aumentar a competitividade dos salários e assegurar melhores perspetivas de evolução na carreira.

Pedro Reis, vice-presidente do Conselho Estratégico da CIMPOR, encerrou a cerimónia com uma reflexão sobre o que separa um bom gestor de um líder de referência, enumerando oito características que considera essenciais. Entre elas, a importância da visão, capacidade de execução, carácter e curiosidade, armas relevantes num mundo cada vez mais volátil. “O carisma e a credibilidade vêm dos resultados e do carácter”, defende.

Assista aqui ao evento:

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