Universidade do Porto e autarquia projetam hub tecnológico de 900 milhões de euros

Ministro da Economia assegura apoio do Executivo de Luís Montenegro ao projeto PITCH que deverá posicionar "o Porto como um player europeu na competitividade" e inovação.

A Universidade do Porto, a futura Universidade Técnica e o município da Invicta planeiam criar, em 2029, um Parque de Ciência e Tecnologia à escala regional, para acolher PME e grandes empresas de tecnologia. O investimento de 900 milhões de euros surge no âmbito do projeto PITCH – Porto Innovation and Technology Community e conta já com o apoio do Governo para avançar com uma candidatura ao Fundo da Competitividade, assegurou esta sexta-feira o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

É muito bom que os principais centros do país, como é o caso do Porto, comecem a preparar projetos de escala e de ambição europeia, para podermos apresentar candidaturas ao próximo Fundo da Competitividade que vai ter uma dotação à escala europeia de 400 mil milhões de euros“, assinalou o governante aos jornalistas, à margem da cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre as duas academias e a Câmara Municipal do Porto, nos Paços do Concelho.

Para Castro Almeida, a autarquia, a Universidade e o Instituto Politécnico do Porto (IPP) — futura Universidade Técnica do Porto — tiveram “um grande sentido de oportunidade” ao terem “a ousadia de dar um passo em frente e tomar um compromisso público” com o projeto PITCH, uma vez que “o próximo ciclo de fundos europeus vai estar muito centrado na competitividade e na inovação”.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial assegurou, por isso, o apoio do Executivo de Luís Montenegro a este projeto em que “o Porto quer afirmar-se como um player europeu na competitividade”, justificando que o PITCH vai ao encontro de “uma das prioridades do Governo, que é a de gerar riqueza”.

Outra mais-valia do Porto Innovation and Technology Community Hub — que pretende ser uma plataforma de cooperação estratégica para estruturar e projetar o ecossistema de inovação do Grande Porto — reside no facto de, como notou Castro Almeida, “apostar na competitividade das empresas, que é a forma de se poder pagar melhores salários” e de aproveitar o “talento que constitui um dos maiores ativos estratégicos da região”.

É muito bom que os principais centros do país, como é o caso do Porto, comecem a preparar projetos de escala e de ambição europeia, para podermos apresentar candidaturas ao próximo Fundo da Competitividade, que vai ter uma dotação à escala europeia de 400 mil milhões de euros.

Manuel Castro Almeida

Ministro da Economia e da Coesão Territorial

Por tudo isto, o governante não poupou elogios às três entidades: “Precisávamos de coerência estratégica e este projeto tem, apesar de ainda estar em desenvolvimento. “Neste momento, há uma ideia, há um estudo prévio e o Governo está aqui a dizer que está no caminho certo“, enfatizou, adiantando que “o próximo ciclo de fundos europeus será o momento adequado para fazer a análise, para o financiamento deste projeto“.

Segundo Castro Almeida, o Governo vai “negociar os fundos europeus no próximo ano de 2027 e, portanto, em 2029 estará completamente ativo”, prevendo que o projeto portuense saia do papel nessa altura.

Universidade do PortoEgídio Santos/U.Porto

Para o presidente da câmara portuense, o primeiro passo está dado, o “sentir que há uma visão” estratégica entre academia e município, de modo colocar o Porto na liderança da competitividade e inovação. Pedro Duarte ressalvou, contudo, que ainda “há uma grande jornada pela frente” até o PITCH sair do papel e ser executado no terreno.

O projeto, que foi apresentado por António Fontainha Fernandes, professor catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, terá uma primeira fase com a criação de um “Hub Central”, que inclui um espaço de interface, escritórios, laboratórios, centros de prototipagem e auditórios. A infraestrutura terá um custo de 150 milhões de euros.

Numa segunda etapa, avançará a “Zona Corporativa”, que terá empresas, multinacionais, centros de inovação, num investimento de 250 milhões de euros. Já numa terceira e última fase, será desenvolvida a “zona de expansão” com ‘startups’, campus empresariais próprios, envolvendo 500 milhões de euros de investimento.

Na sua primeira e, expectavelmente, última intervenção nos Paços do Concelho — visto estar de saída da reitoria da Universidade do Porto –, António Sousa Pereira salientou que “estreitar este relacionamento com o município e as universidades da região só pode ser bom, é um sinal de bom augúrio”, com “a câmara a assumir-se como líder da região“.

Dirigindo-se para o autarca portuense, o reitor agradeceu: “Parabéns a Pedro Duarte pelo sinal de confiança à academia. Não podia ter melhor maneira de terminar o meu mandato do que assinar um acordo” destes.

Já o presidente do Instituto Politécnico do Porto, Paulo Pereira, destacou o facto de as três entidades estarem “a construir uma plataforma de colaboração que promove o conhecimento”, apostando na inovação. Admitiu, contudo, que este será “um processo exigente para o futuro do Porto e da região Norte”, lembrando que o politécnico tem em curso “um processo de transformação para Universidade Técnica do Porto”. Esta, garantiu, será “uma instituição ainda mais próxima das empresas“.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Universidade do Porto e autarquia projetam hub tecnológico de 900 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião