Tecnológica de contabilidade Tally explora entrada em Espanha no próximo ano
Empresa que usa IA para fazer reconciliação bancária e lançamentos contabilísticos pretende expandir além-fronteiras, mas vai precisar de treinar o agente para outra regulação e levantar mais capital.
A empresa de contabilidade Tally, que utiliza inteligência artificial (IA) para completar tarefas de reconciliação bancária e lançamentos contabilísticos das empresas, está a planear a expansão para outro mercado na Europa, apesar de ter sido fundada há cerca de três meses. A startup criada por Manuel Pina, ex-diretor da Uber e da Otovo em Portugal, e António Marcelo, antigo vice-presidente de operações clínicas da Sword Health, está a analisar a oportunidade de entrar em Espanha, mas almeja os Estados Unidos.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
“Gostava de termos o primeiro mercado a abrir no espaço de 12 meses, o que significa que até lá vamos estar a melhorar o nosso produto e a afinar a nossa estratégia. Espanha é um dos mercados que está em vista. Pode acontecer não ser o mercado espanhol o primeiro, mas está, sem dúvida, entre os potenciais primeiros mercados a expandir”, avançou ao ECO/EContas o cofundador e CEO da Tally, Manuel Pina.
O principal objetivo da Tally é, após o primeiro ano de operação, ter uma carteira de clientes com mais de 500 empresas, mas a ambição não se fica por aqui, o que requer a internacionalização. “Não queremos ser só o líder na categoria em Portugal, mas ser uma referência na contabilidade na Europa e eventualmente nos Estados Unidos”, garante o empreendedor.
Questionado sobre se vai necessitar de uma nova ronda de investimento, diz que é “indiscutível” que a empresa “vai precisar de entrada de capital”. “Não sei exatamente precisar nem quando nem quanto nem como é que vamos compor esta ronda. Diria que, para atingirmos os objetivos de médio prazo, temos capital suficiente – até com alguma margem – mas a nossa missão vai para além dos 500 clientes”, explicou Manuel Pina.
Dada a natureza digital do projeto, o cofundador e CEO da Tally garante que as limitações transfronteiriças que a contabilidade tem são ultrapassáveis com atualizações de sistema informático, treinos do algoritmo e recrutamento de talento local. “Temos uma vantagem comparativamente com escritórios que sejam só de contabilidade ou com softwares de contabilidade: contratamos contabilistas locais”, começa por explicar.
“A forma como construímos o produto tecnológico na Tally, o agente e todas as suas funções, foi de maneira a poder-se adequar à regulação local de cada país. Se entrássemos num novo mercado amanhã a primeira coisa que fazíamos era contratar contabilistas locais para treinarem o agente localmente, eventualmente fazer algumas equenas adaptações no produto para que se adeque localmente, e depois podíamos começar”, refere Manuel Pina.
Ainda assim, garante que – se a Tally chegar a esse patamar – continuará a ter em Portugal “o cérebro da operação” e a tomada de decisão, porque os dois fundadores são portugueses e viveram anos suficientes no estrangeiro para perceberem que “existem condições para se construir uma empresa global” a partir de terras lusas.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Tecnológica de contabilidade Tally explora entrada em Espanha no próximo ano
{{ noCommentsLabel }}