Tekever vence concurso de 1,5 milhões para drone de vigilância marítima

A Autoridade Marítima Nacional admite realizar novas aquisições de drones, com financiamento do Fundo de Segurança Interna, para vigilância da costa e mar.

A Tekever ganhou um concurso de 1,5 milhões para a compra de um drone para vigilância marítima lançado pela Autoridade Marítima Nacional, com financiamento do Fundo de Segurança Interna. “Existem planos para aquisições de outras tipologias de sistemas aéreos não tripulados (SANT) ainda em 2026”, adianta porta-voz da Autoridade Marítima Nacional ao ECO/eRadar.

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A empresa de drones cofundada por Ricardo Mendes foi a vencedora do concurso, ao qual concorreram a Uavision e a NTG, segundo a informação publicada no Portal Base, no valor de 1,5 milhões.

“Trata-se de um sistema para utilização no âmbito da capacidade de vigilância da Polícia Marítima (PM), nomeadamente para vigilância marítima, deteção, reconhecimento, identificação e recolha de provas”, adianta porta-voz da Autoridade Marítima Nacional ao ECO/eRadar.

“A aquisição inclui sistemas para a identificação de objetos ocultos, monitorização eletrónica, recolha de imagens, sons e sinais, assim como equipamentos de contra vigilância, garantindo simultaneamente a preservação das capacidades periciais e forenses”, descreve.

“O SANT tem como missões a vigilância costeira e oceânica, que incluem a capacitação às operações junto à costa e mar territorial, bem como o reforço operacional da PM e, em particular, das tarefas das Unidades Especiais da PM”, detalha o mesmo porta-voz.

A aquisição inclui sistemas para a identificação de objetos ocultos, monitorização eletrónica, recolha de imagens, sons e sinais, assim como equipamentos de contra vigilância, garantindo simultaneamente a preservação das capacidades periciais e forenses.

Porta-voz

Autoridade Marítima Nacional

A aquisição deste equipamento foi financiada pelo Fundo de Segurança Interna, com uma taxa de cofinanciamento de 75%. E há planos de, ainda através deste mecanismo, fazer novas aquisições de drones igualmente para a vigilância marítima, dado que ainda existe financiamento disponível.

“Existem planos para aquisições de outras tipologias de SANT ainda em 2026, com foco em utilização costeira, sendo UAV de menores dimensões e capacidades operacionais comparativamente ao SANT do procedimento em apreço, mas adequadas às missões que se pretendem”, adianta o mesmo porta-voz.

“O orçamento que a Autoridade Marítima Nacional conta com o mesmo tipo de financiamento do SANT”, refere, dado que ainda há “financiamento disponível no âmbito do financiamento europeu, pelo Fundo de Segurança Interna”, diz a mesma fonte, embora sem adiantar o valor ainda disponível.

Na área de vigilância marítima, recorde-se, a Tekever fechou em novembro de 2025, um contrato no valor de 30 milhões com Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) para vigiar as águas europeias através de drones. O contrato, válido por dois anos, pode ser prolongado até quatro anos. No âmbito deste contrato-quadro com a ESMA, a unicórnio nacional vai fornecer dois sistemas aéreos não tripulados (UAS) AR5, cada um composto por duas aeronaves não tripuladas, para apoiar operações multirregionais simultâneas em águas europeias.

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