FMI corta previsão de crescimento para 1,7% este ano, mas aponta para saldo equilibrado

Instituição está mais pessimista sobre o desempenho da economia portuguesa este ano, mas melhorou as perspetivas para o saldo orçamental, apontando para uma posição equilibrada.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um saldo orçamental de Portugal nulo este ano, uma melhoria face ao défice de 0,1% previsto anteriormente, mas voltou a cortar a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano.

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No início de abril, a instituição de Bretton Woods apontava para uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9% este ano (o que significou na altura uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais relativamente a outubro) e de 1,8% no próximo ano e um défice de 0,1% e 0,2% do PIB, respetivamente.

No entanto, no relatório associado à missão do Artigo IV, divulgado esta quarta-feira, a instituição projeta um crescimento da economia de 1,7% este ano e de 1,6% no próximo, refletindo o impacto negativo da guerra no Médio Oriente, atenuando apenas em parte pelos fundos europeus. A instituição assinala também que os efeitos negativos do comboio de tempestades no arranque do ano, mas destaca que a reconstrução deverá impulsionar posteriormente a atividade, pelo que o seu efeito deverá ser este ano neutro.

A previsão de 1,7% situa-se, porém, abaixo da meta de 2% do Governo, ficando em linha com a da Comissão Europeia e próxima dos 1,8% esperados pelo Banco de Portugal e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O FMI prevê ainda uma taxa de inflação de 3,4% este ano e de 2,3% em 2027, contra os 3,1% em 2026 e de 2,7% em 2027 projetados anteriormente.

Por outro lado, a instituição melhorou as perspetivas para as contas públicas. “A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026”, indica no relatório. Para estes anos a previsão é de um saldo equilibrado, quando anteriormente projetava um défice de 0,1% e de 0,2%, respetivamente. Nesta matéria, os técnicos do FMI estão em linha com a previsão do Ministério das Finanças para este ano.

(Notícia atualizada às 15h55)

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