Seguro confirma seis vítimas mortais luso-descendentes na Venezuela
Antonio José Seguro confirma que seis luso-descendentes morreram nos sismos e há 56 desaparecidos na comunidade portuguesa no país. Governo vai enviar equipa de resgaste com 60 elementos.
O presidente da República, António José Seguro, avançou esta quinta-feira que morreram seis lusodescendentes nos sismos que abalaram a Venezuela, em declarações aos jornalistas.
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A notícia surgiu meras horas depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, ter confirmado que morreram dois lusodescendentes nos sismos que abalaram a Venezuela. “Podemos ter ainda muitas más noticias ao longo desta noite“, alertou o ministro, em entrevista à RTP. Até ao momento, há ainda 56 desaparecidos portugueses e lusodescendentes em La Guaira.
As duas vítimas mortais já tinham sido avançadas pelo presidente do Governo Regional da Madeira, que alertou ainda para a existência de “muitos desaparecidos” no país latino-americano. “As comunicações estão difíceis e temos de aguardar para fazer esse levantamento”, afirmou Miguel Albuquerque, em declarações transmitidas pela RTP.
A primeira vítima mortal portuguesa em Caracas tinha sido confirmada após o Conselho de Ministro desta quinta-feira. “A vítima foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por morrer durante o caminho para o hospital”, afirmou António Leitão Amaro, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros. Numa publicação na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que se tratava de uma vítima do sexo masculino, residente na Venezuela.
Leitão Amaro afirmou que as “autoridades portuguesas estão, desde os primeiros minutos, em contacto com as autoridades venezuelanas”, recordando que o primeiro-ministro já falou por telefone com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Inicialmente, o Governo tinha anunciado o envio de uma equipa de resgate com 50 elementos para apoiar as operações no terreno, que incluirá elementos do INEM e da GNR. No entanto, de acordo com Paulo Rangel, em entrevista à RTP, esse número já subiu para os 60 profissionais e deverá contar com seis equipas com cães. Ao mesmo tempo, serão enviadas 23 toneladas de ajuda. A equipa poderá sair ainda esta madrugada rumo a Venezuela.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional e a Saúde estão agora com as suas entidades reunidas para preparar a deslocação de uma equipa, exatamente a partir do aeroporto, que se estima ser cerca de 50 pessoas, muito focadas nas capacidades de apoio ao resgate, envolvendo pessoas do INEM, equipas de resgate, equipas da Unidade de Emergência e Socorro da GNR, com capacidade e experiência já em cenários semelhantes como, por exemplo, os terremotos na Turquia”, disse Leitão Amaro, esta tarde. “É um apoio que disponibilizámos de imediato e com isto queremos apoiar o povo venezuelano”, afirmou Leitão Amaro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros havia confirmado ao início da tarde desta quinta-feira que existiam cinco portugueses desaparecidos na Venezuela. “Sabemos que haverá uma família portuguesa de quatro pessoas em La Guaira que estará mesmo desaparecida, poderá estar debaixo dos escombros, e uma portuguesa também na zona de Caracas. Já não é um problema apenas de comunicação”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista à CNN Portugal.
Paulo Rangel esclareceu que, além destes casos mais preocupantes, “há muitas pessoas que estão incontactáveis, mas isso não significa que estejam numa situação de risco de vida ou que sejam já vítimas deste terrível sismo”.
O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) confirmou que 40 portugueses de três tripulações aéreas estão retidos em Caracas, sem data definida para o regresso. Ricardo Penarróias assegura, contudo, que estão a ser feitos todos os esforços para que o retorno a Portugal aconteça “o mais rapidamente possível”.
O mais recente balanço, divulgado por volta das 19h15 (hora de Lisboa), dá conta de, pelo menos, 188 mortes e 1.520 feridos, segundo o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes.
(Notícia atualizada às 21h54 com mais informação)
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