Número de vítimas mortais dos sismos da Venezuela sobe para 188
Terramotos causaram mais de 1.500 feridos. Serviço Geológico dos Estados Unidos estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos.

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Dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter atingiram a região central Venezuela na quarta-feira, provocando, pelo menos, 188 mortos e 1.520 feridos. Há registos de várias estruturas colapsadas e a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência.
A mais recente atualização por parte do Governo venezuelano, realizada por volta das 18h30 (hora de Lisboa) desta quinta-feira, indicou ainda que há também 200 pessoas presas nos escombros.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, encontra-se na região costeira de La Guaira, para prestar auxílio e tentar dar resposta a esta “enorme tragédia”, disse o seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento da Venezuela.
Os dois sismos registados com 39 segundos de diferença, que ocorreram na quarta-feira (quinta-feira de madrugada em Portugal), levaram milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora Movistar ficou temporariamente sem serviço.
A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma “zona de desastre”. A nível nacional, Delcy Rodríguez declarou o estado de emergência e anunciou o encerramento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas, cancelando também as aulas em todo o país, devido aos danos causado em vários estados.
Seguro acompanha “com preocupação” desenvolvimentos da situação
O Presidente da República, António José Seguro, já manifestou “profunda consternação” perante o forte sismo que atingiu a Venezuela. Numa nota publicada na página da Presidência da República, Seguro disse acompanhar “com preocupação” os desenvolvimentos da situação.
“Neste momento ainda de incerteza, dirige ao povo venezuelano, aos portugueses aí residentes e às autoridades da República da Venezuela uma mensagem de solidariedade e esperança“, acrescentou o Presidente.
EUA prometem enviar equipas de busca e ajuda médica e humanitária para Venezuela
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá “enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela”, onde dois sismos já causaram 32 mortos.
Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que “os Estados Unidos estão ao lado do povo venezuelano nestes tempos difíceis”.
A garantia de Marco Rubio surgiu horas depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o país estava pronto para enviar ajuda à Venezuela, acrescentando que os primeiros relatos sobre as consequências “não são bons”.
“Os dois grandes sismos que acabaram de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortos. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar!”, disse Trump, numa mensagem na rede social que detém, a Truth Social.
“Instruí todas as agências do nosso Governo a prepararem-se e a agirem rapidamente. Estaremos lá para os nossos grandes novos amigos. Os primeiros relatos não são bons!“, concluiu Trump.
Serviço Geológico dos EUA estima milhares de vítimas
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos ocorridos na quarta-feira na Venezuela.
O USGS, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42% de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33% de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17% de mais de 100 mil mortes.
Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios.
“Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe”, destacou a agência.
O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando — com base nos dados atuais — que podem variar entre 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.
Notícia atualizada às 18h49 com informação de vítimas atualizada e novo título
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