A ideia portuguesa que venceu prata nos Young Lions

+ M,

O projeto “stand by the wild", criado por Alexandre Sousa e Bárbara Fontone, foi premiado na categoria de design.

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Na edição que assinala 30 anos de Young Lions Portugal, a dupla Alexandre Sousa e Bárbara Fantone garantiram a medalha de prata na categoria “Design”, com a resposta ao desafio lançado pela organização de conservação Re:Wild, como avançado esta manhã pelo +M.

O briefing desafiava as duplas criativas a desenhar, em 24 horas, uma identidade visual flexível e uma instalação para a Re:wild promover em eventos ao vivo, como festivais de música. O objetivo principal passava por “tirar a natureza do papel de mero cenário”, transformando-a em “atração principal” e, assim, inspirar o público a juntar-se ao movimento de conservação.

Alexandre Sousa e Bárbara Fontone responderam com o projeto “stand by the wild”, que propõe a criação de uma experiência composta por sky dancers (bonecos insufláveis dançantes) que representam espécies reais em vias de extinção.

A instalação proposta contraria as estruturas estáticas habitualmente utilizadas nos eventos de grande dimensão, recorrendo ainda a um elemento natural e invisível: o ar. Ao dar forma física a espécies em perigo através do movimento gerado pelo ar, a dupla criativa transformou uma força invisível numa presença visual impactante, “tornando visível o que está a desaparecer”, explica-se, em comunicado.

Ainda na competição Young, destaque para a dupla Beatriz Pinto e João Chicau que passou a shortlist em filme.

Saindo da esfera portuguesa, Hong Kong conquistou as suas primeiras vitórias em Relações Públicas e Media, e a Noruega conquista o seu primeiro ouro em Relações Públicas. A Bolívia e Marrocos estrearam-se na competição, mas sem conquistar prémios.

Este ano participaram mais de 400 jovens profissionais, que tiveram 24 horas para criar uma campanha a partir de um briefing de uma ONG, instituição de solidariedade ou empresa dedicada a uma boa causa.

O balanço da edição do Festival de Criatividade

Na competição principal, o Cannes Lions, recorde-se que a campanha “Ikea Hidden Tags” da Uzina voltou a destacar-se, com um Leão de Prata na categoria “Creative Effectiveness”. Para o balanço geral desta edição somam-se mais duas shortlists: a campanha “Paring Portugal” da Dentsu para o Turismo de Portugal, na categoria de Media, e a campanha ” Relationchip” que a BBDO desenvolveu para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, na categoria de ” Creative Stategy”.

Depois do resultado excecional de Portugal em Cannes no ano passado, era natural que a expectativa para esta edição fosse muito elevada. Mas Cannes também é isso: um exercício de consistência ao longo do tempo“, reforça Ana Paula Costa, representante do Lions Festivals, citada em comunicado. “Este ano, Portugal volta a ter trabalho reconhecido na competição principal, com um Leão de Prata e três shortlists, o que confirma que continuamos a produzir criatividade relevante e competitiva a nível internacional”.

Já Vasco Perestrelo, CEO da MOP, reforça que “o Cannes Lions volta a demonstrar porque continua a ser a principal referência mundial da criatividade, reunindo todos os anos o melhor trabalho da indústria e elevando continuamente a fasquia da excelência”

Para o também representante Lions Festivals “Portugal regressa desta edição com um Leão de Prata na competição oficial e com uma excelente prestação nos Young Lions”, afirmando que “já tivemos anos melhores, com o talento reconhecido internacionalmente, e uma comunidade criativa que nunca deixa de se desafiar. É essa consistência que nos permite olhar para o futuro com confiança e continuar a incentivar cada vez mais profissionais e jovens criativos a participarem nesta competição”.

“Enquanto representantes do Cannes Lions em Portugal, continuaremos empenhados em valorizar a criatividade portuguesa, criar oportunidades para os nossos talentos e reforçar a presença de Portugal no maior palco mundial da criatividade”, conclui.

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