Rendas de casas ficaram 9% mais caras no primeiro trimestre

Lisboa continua a ser o concelho onde é mais caro arrendar uma habitação, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística revelados nesta sexta-feira. Famalicão tem maior aumento de contratos.

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  • A renda mediana dos contratos de arrendamento em Portugal subiu para 9,46 euros por metro quadrado no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior.
  • A Grande Lisboa lidera os valores de renda, com 14,38 euros por metro quadrado, enquanto Famalicão destaca-se com um aumento de 15,1% na mediana das rendas.
  • Alto Alentejo, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Terras de Trás os Montes, Tâmega e Sousa, Alto Tâmega e Barroso têm as rendas mais baixas.
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A renda mediana dos mais de 39 mil contratos realizados em Portugal de janeiro a março atingiu os 9,46 euros por metro quadrado. Isto significa que a mediana ficou 9,1% acima do valor dos novos contratos do primeiro trimestre de 2025, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados nesta sexta-feira.

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O aumento foi global, com a Grande Lisboa a liderar, com 14,38 euros por metro quadrado, seguida da Região Autónoma da Madeira (11,97), Península de Setúbal (11,35) e Algarve (10,71). Só depois surgem os novos contratos realizados na Área Metropolitana do Porto (10,13).

Por municípios, Lisboa (17,42 euros/metro quadrado), Cascais (16,43) e Oeiras (15,47) dominam os valores nos novos contratos de arrendamento, seguidos pelo Porto com 14,60 euros/metro quadrado. Almada, na margem esquerda da foz do Tejo, e Funchal, capital da RAM, surgem logo de seguida, com uma mediana de rendas nos 13,65 euros por metro quadrado.

Entre os 24 designados grandes municípios (acima dos 100 mil habitantes), Famalicão teve a subida mais expressiva no primeiro trimestre, face ao período homólogo de 2025, num disparo de 15,1%, enquanto Lisboa, o concelho mais caro para se arrendar casa, registou um aumento de “apenas” 8,2% na mediana das rendas no primeiro trimestre.

Famalicão é, igualmente, no lote de 24 grandes municípios, aquele onde mais cresceu o número de novas rendas, 13,4% acima do que se registara entre janeiro e março do ano passado. A média nacional neste particular foi de 0,7%.

Já se considerarmos a totalidade do país, na sua divisão por sub-regiões NUTS III, o aumento no número de novos contratos superaram os 20% no Alentejo Litoral (constituído por Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines) e no Douro (19 municípios, incluindo a capital de distrito Vila Real).

Nos dados revelados nesta sexta-feira pelo INE, verifica-se que os pontos do país onde a habitação é mais acessível, com rendas medianas abaixo dos 500 euros para uma casa de 100 metros quadrados, são as NUTS III de Alto Alentejo, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Terras de Trás os Montes, Tâmega e Sousa, Alto Tâmega e Barroso.

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