Sismo mata pelo menos 929 pessoas e deixa 3.360 feridas na Venezuela
O Governo da Venezuela elevou o número de mortos para 929 e o de feridos para 3.360 após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira.
As autoridades venezuelanas elevaram o número de mortos para 929 e o de feridos para 3.360, após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira.
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O último balanço tinha sido divulgado na esta sexta-feira pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, onde apontava “lamentavelmente” para “589 falecidas e 2.980 feridas”.
O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, indicou também que o “maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira“, apontando para 235 vítimas mortais.
La Guaira faz fronteira com a região metropolitana de Caracas e alberga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, que foi temporariamente encerrado devido aos danos causados pelos sismos.
O ministro informou ainda que, devido ao grande número de doentes que necessitam de cuidados hospitalares na região costeira, foram instalados hospitais de campanha. Horas antes, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira acompanhada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, e pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.
Delcy Rodríguez, que declarou o estado de calamidade pública em todo o país, afirmou que esperam “resgatar o maior número possível de pessoas com vida” dos edifícios que ruíram. “Solicitamos ajuda internacional; os primeiros socorristas estão prestes a desembarcar da República Dominicana, e mais chegarão de outros países em breve”, acrescentou a chefe de Estado.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela. Pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.
Dois brasileiros morreram após o duplo sismo na Venezuela, anunciou o Governo brasileiro na quinta-feira, acrescentando que vai enviar ajuda para o país vizinho. O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que falou ao telefone com Delcy Rodríguez e prometeu enviar um hospital de campanha, bem como 36 bombeiros e vários técnicos especializados em resgate e comunicação. A ajuda será entregue por dois voos esta sexta-feira e no sábado, especificou Lula, na rede social X.
Também os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira o envio de forças militares para apoiar as operações de ajuda na Venezuela, a pedido das autoridades venezuelanas.
“As autoridades interinas venezuelanas solicitaram formalmente a assistência dos EUA em resultado dos acontecimentos”, referiu o Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina e as Caraíbas.
O líder do comando, General Francis L. Donovan, detalhou que foram mobilizados um navio de transporte anfíbio, um navio de combate, aviões de transporte, bem como plataformas de reconhecimento e helicópteros.
Por outro lado, os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira transações com a Venezuela que estavam até então proibidas por sanções, desde que estejam relacionadas com “esforços de ajuda” após os sismos. A diretiva do Departamento do Tesouro dos EUA clarifica que a autorização não inclui o desbloqueio de ativos sujeitos a sanções.
O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do mundo, enviou na quinta-feira o primeiro grupo de socorristas para auxiliar nas buscas de milhares de desaparecidos na Venezuela.
Um total de 37 especialistas com experiência em operações de resgate após sismos no Haiti, Equador e Chile partiram para Caracas num avião da Força Aérea Chilens. Outros dez juntar-se-ão a eles nos próximos dias.
(Notícia atualizada às 19h10 com o balanço mais recente no número de mortos e feridos)
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