Depósitos renovam novo recorde superando os 203 mil milhões de euros
Os depósitos das famílias atingiram em maio um novo máximo histórico, apesar de o crescimento anual ter perdido algum fôlego, ao contabilizar um aumento de 4,6% face aos 4,9% de abril.
- Os depósitos das famílias em bancos portugueses ultrapassaram os 203 mil milhões de euros em maio, marcando um novo recorde histórico.
- O aumento de 398 milhões de euros em relação a abril foi impulsionado tanto pelos depósitos à ordem como pelos depósitos a prazo, com um crescimento homólogo de 4,6%.
- As famílias e empresas continuam a acumular poupança, refletindo uma tendência de crescimento estável, apesar da ligeira desaceleração nas taxas de variação anual.
Os depósitos das famílias nos bancos nacionais voltaram a subir em maio. Em maio, o total de depósitos de particulares nos bancos residentes em Portugal superou pela primeira vez os 203 mil milhões de euros, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.
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O valor representa um aumento de 398 milhões de euros face ao mês anterior, impulsionado tanto pelos depósitos à ordem, que cresceram 197 milhões, como pelos depósitos a prazo, que somaram mais 202 milhões de euros face a abril.
Em termos homólogos, o crescimento foi de 4,6%, uma ligeira desaceleração face aos 4,9% registados em abril. A travagem não é, por si só, alarmante, dado que traduz sobretudo uma base de comparação mais elevada e não um sinal de recuo na poupança das famílias. As famílias mantêm assim uma tendência de acumulação de poupança que se prolonga há vários trimestres consecutivos.
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Do lado das empresas, o panorama também é positivo, ainda que com uma ligeira moderação. O stock de depósitos das sociedades não financeiras nos bancos residentes atingiu 79,1 mil milhões de euros no final de maio, mais 231 milhões do que em abril .
A taxa de variação anual recuou para 12,2%, depois dos 12,6% de abril, um abrandamento que, à semelhança do verificado nos particulares, não quebra a tendência de fundo de crescimento.
Os dados do regulador reforçam a ideia de que o sistema bancário português continua a captar poupanças de forma robusta, tanto das famílias como das empresas.
A combinação de juros ainda relativamente atrativos nos depósitos a prazo e de alguma cautela das famílias face à incerteza económica internacional ajuda a explicar a persistência deste padrão de comportamento financeiro.
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