É oficial. Lusa e RTP assinam memorando de entendimento
O memorando não implica "qualquer integração orgânica, fusão institucional, subordinação funcional ou limitação da autonomia editorial, da independência jornalística", frisam as empresas.
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A RTP e a Lusa formalizaram esta segunda-feira o memorando de entendimento que pretende reforçar a eficiência do serviço público de media. O acordo estabelece um quadro de cooperação funcional e delimitada, afastando, qualquer cenário de fusão ou integração orgânica. Ambas as instituições sublinham a preservação total da sua autonomia editorial, jurídica, financeira e de gestão.
“O memorando vem consolidar a colaboração já existente do ponto vista editorial e alarga a outras áreas que poderão potenciar o serviço público das Partes. Esta colaboração entre a RTP e a Lusa deve assumir natureza pontual, funcional e delimitada às matérias que venham a ser acordadas entre as partes, sem prejuízo da plena autonomia institucional de cada entidade, da preservação da autonomia editorial, da independência jornalística e dos processos próprios de decisão de cada uma e sem qualquer cenário de fusão ou integração“, lê-se no documento.

A colaboração “visa contribuir para o reforço da eficiência e da capacidade de resposta dos serviços prestados por ambas as entidades, sem implicar qualquer integração orgânica, fusão institucional, subordinação funcional ou limitação da autonomia editorial, da independência jornalística e dos processos próprios de decisão da RTP e da LUSA”, reforçam as duas empresas.
Principais sinergias:
- Cobertura Territorial e Rede de Correspondentes – A RTP poderá recorrer pontualmente à rede de correspondentes da Lusa (nacionais e internacionais) em locais onde a RTP não tenha presença própria. Esta colaboração está sujeita ao pagamento de um fee, a definir em regulamentação específica. A participação dos jornalistas é voluntária, respeitando sempre o estatuto profissional e os critérios editoriais de cada entidade.
- Verificação de factos e combate à desinformação – A Lusa é definida como a parceira preferencial da RTP para projetos de fact-checking. A RTP tem liberdade para utilizar, divulgar ou integrar conteúdos do projeto “Lusa Verifica” nos seus próprios espaços informativos. Prevê-se a possibilidade de criarem metodologias ou ferramentas comuns para combater a desinformação.
- Projetos conjuntos e iniciativas de interesse comum – As duas entidades podem apresentar candidaturas conjuntas a fundos ou mecanismos de financiamento (nacionais, europeus ou internacionais). Podem também colaborara na organização de seminários, debates ou conferências sobre temas de interesse comum.
- Partilha de espaços físicos – Avaliação da partilha de espaços físicos (delegações nacionais ou internacionais) para melhorar a eficiência ou reforçar a presença territorial. A partilha de infraestruturas tem fins práticos e operacionais, sem implicar a mistura de serviços ou equipas. “A utilização de espaços físicos ao abrigo da presente cláusula terá natureza funcional e instrumental, não implicando integração de estruturas, serviços ou equipas”, lê-se no documento.
- Tecnologia, inovação e eficiência operacional – Compromisso em avaliar soluções tecnológicas comuns para apoiar a atividade informativa e de gestão. As duas empresas assumem o compromisso em avaliar soluções tecnológicas comuns para apoiar as respetivas atividades.
- Formação Profissional – Desenvolvimento de ações de formação para profissionais das duas empresas. O foco inclui jornalismo multimédia, inteligência artificial, análise de dados, segurança digital/cibersegurança e novas ferramentas de apoio à reportagem.
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