Ministra do Ambiente vê negócio entre a Galp e a Moeve como “complexo”

  • ECO
  • 29 Junho 2026

Maria da Graça Carvalho afirma que o processo está a ser acompanhado “a par e passo” pelo Governo, defendendo a necessidade de conciliar ganhos de escala e competitividade na refinação.

A ministra do Ambiente e da Energia diz que o negócio entre a Galp e a espanhola Moeve para a criação de uma plataforma ibérica é “um assunto complexo” que está a ser acompanhado “a par e passo” pelo Governo, tendo em conta o objetivo de, “simultaneamente, ter as condições para que a refinaria ganhe escala e, por outro lado, assegurar que haja soberania e que se mantenha uma refinaria em solo português”.

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Maria da Graça Carvalho, que falava em entrevista ao programa “Conversa Capital”, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, realça a importância de “jogar nas duas áreas em paralelo”, lembrando o papel da Galp na atual crise energética. “Por exemplo, a segurança de que teríamos 80% do jet fuel já assegurado. Ter os outros 20% [provenientes do Brasil e da Nigéria] foi mais fácil”, aponta.

Sobre a transformação deste setor, a governante sustenta que os combustíveis produzidos pela petrolífera portuguesa, através da refinação, “vão passar a ser renováveis”. “Vai passar a fazer biocombustíveis de segunda geração, combustíveis sustentáveis para a aviação e hidrogénio“, num processo de descarbonização para o qual “é preciso muita tecnologia, investimento e mercado”, afirma. Senão, ressalva, “não há o incentivo para que se produzam”.

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