SAFE. Nuno Melo volta a apontar as assinaturas dos contratos militares para o “final do mês de julho”
Nuno Melo volta a apontar para julho a assinatura dos primeiros contratos do SAFE, mas avisa que o calendário depende também da União Europeia e da aprovação de diplomas no Parlamento.
Depois de Bruxelas ter devolvido a Portugal a responsabilidade pelo adiamento do primeiro cheque, apontando para a prontidão dos Estados-membros como fator decisivo para o desembolso, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, indicou novamente para o “final do mês de junho” o fecho dos contratos do SAFE, o programa de empréstimo militar no qual o país garantiu 5,8 mil milhões, alertando que a assinatura “não depende apenas” de Portugal.
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“A nossa intenção é que possam ser assinados os primeiros contratos já no final do mês de julho. Há, todavia, processos que têm que ver com os mecanismos do próprio empréstimo. A aprovação de diplomas na Assembleia da República e o cumprimento de prazos pela União Europeia são determinantes para que esta, que é a calendarização que depende da nossa vontade, aconteça”, referiu o governante aos jornalistas à margem da cerimónia do 64.º Aniversário dos Comandos e do encerramento do 145.º Curso de Comandos, que decorreu em Sintra.
Nuno Melo afirmou que continua “esperançado que assim seja e que, em julho,” sejam assinados os primeiros contratos relativamente a “investimentos em todos os domínios”. “São investimentos em todos os domínios: terra, mar, ar, espaço e ciberespaço e em todos os ramos das forças armadas“, sublinhou.
O ministro da Defesa Nacional defendeu que o aumento da despesa militar dos aliados europeus da NATO deve privilegiar a aquisição de “maioritariamente equipamentos produzidos na Europa”, incluindo por empresas portuguesas, para fortalecer a base industrial de defesa do Velho Continente e reduzir dependências externas.
“Eu diria que que estamos a fazer um investimento que é importante para as Forças Armadas, mas é virtuoso e determinante para a economia nacional”, destacou o governante.
Nuno Melo destacou ainda a importância da próxima cimeira da NATO, que decorrerá este mês em Ancara, na Turquia, adiantando que os empresários portugueses do setor da defesa vão integrar a comitiva nacional, numa iniciativa que pretende reforçar a presença da indústria portuguesa nos grandes programas de investimento militar da Aliança Atlântica.
“Nós temos agora a cimeira em Ancara, muito importante, tendo em conta tudo aquilo que estamos a viver (…). Mas connosco partem também para a Turquia empresários portugueses, empresários que têm sabido ler os tempos, têm feito uma adaptação das suas empresas àquilo que são as oportunidades na defesa nacional, e nós queremos que quando falamos do reforço popular pela defesa da NATO, as empresas portuguesas e a economia nacional sejam parte permanente desse reforço“, aferiu o ministro da Defesa de Portugal aos jornalistas.
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