Turquia vai usar cimeira NATO para reforçar papel na defesa europeia
A Turquia quer aproveitar a cimeira da NATO, que acolhe em julho, para reforçar o seu papel na arquitetura europeia de defesa, defendendo o fim das restrições ao comércio militar entre aliados.
A Turquia pretende aproveitar a cimeira da NATO no país para reforçar a sua posição na arquitetura europeia de defesa e pressionar os aliados a levantarem as restrições ao comércio de equipamento militar. O presidente turco defendeu que a reunião deverá reforçar a unidade da Aliança e produzir resultados que tenham em conta as preocupações de segurança de todos os Estados-membros.
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“A nossa principal expectativa da cimeira é alcançar resultados que protejam as sensibilidades de segurança nacional dos aliados, fortaleçam o espírito de solidariedade e unidade da aliança”, afirmou Tayyip Erdogan, durante um encontro com parlamentares de países membros da NATO, em Istambul, citado pela Reuters.
Além dos atuais conflitos geopolíticos, o líder da Turquia insistiu que a NATO deve eliminar as restrições à indústria de defesa entre aliados, argumentando que esses entraves prejudicam o desenvolvimento das capacidades militares da aliança militar, defendendo que o país deve ser integrado em todas as iniciativas europeias de defesa e segurança.
“Se quisermos combater os desafios que enfrentamos, devemos eliminar as restrições ao comércio da indústria de defesa, ao mesmo tempo que promovemos uma partilha de encargos equilibrada e justa”, reiterou. Erdogan acrescentou que o contributo de Ancara para a segurança do continente continua a ser subvalorizado.
Bruxelas procura acelerar o reforço da base industrial europeia de defesa e discute novas formas de cooperação com parceiros estratégicos fora da União. Nesse sentido, Tayyip Erdogan quer posicionar a Turquia – que acolhe em Ancara nos dias 7 e 8 de julho a cimeira NATO – no ecossistema industrial de defesa europeu.
“Apesar das nossas contribuições, é também verdade que os benefícios indispensáveis que a Turquia proporciona à segurança europeia estão a ser negligenciados em certas situações. Como nação que tem voz ativa no desenvolvimento do pilar europeu da aliança, temos a vontade de aderir a todas as iniciativas de defesa e segurança no continente“, sublinhou o presidente turco, mencionado pela agência noticiosa.
Além de Erdogan, outras autoridades turcas têm feito o mesmo apelo, como o presidente do Parlamento da Turquia, Numan Kurtulmuş, que descreveu os embargos de defesa impostos por alguns membros da NATO como uma “traição” e “unilaterais”, argumentando que contradizem os princípios da aliança, noticia o portal de notícias Euractiv.
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