Meo vai operar ‘cabo brexit’ que liga Irlanda à Europa
O cabo submarino PISCES vai contribuir para reforçar a conectividade e a resiliência digital europeia.
A Meo vai operar o ‘cabo brexit‘ que liga a Irlanda à Europa, o primeiro que liga o país ao continente europeu sem passar pelo Reino Unido. O cabo submarino PISCES vai contribuir para reforçar a conectividade e a resiliência digital europeia.
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“Pela primeira vez em 11 anos, vamos investir num novo cabo submarino que liga a Irlanda a Lisboa e que vai ser operado aqui no território nacional pelas equipas da Meo. Este cabo chama-se PISCES, do ponto de vista oficial. Não oficialmente, chama-se cabo brexit, porque é o primeiro cabo que permite à Irlanda conectar-se à Europa sem ser pelo Reino Unido”, adianta Ana Figueiredo, CEO do Meo, em recente entrevista ao ECO.
“Também tomámos decisões de investir numa nova estação de cabos submarinos no norte do país. Mais uma vez, todas as estações de cabos submarinos em Portugal continental são em Carcavelos. Sesimbra é nossa, existe uma em Sines que não é operada por nós. Não existe nada no norte do país. E pensamos e acreditamos que vamos trazer também maior competitividade ao país nesse aspeto”, referiu ainda a gestora da operadora.
Pela primeira vez em 11 anos, vamos investir num novo cabo submarino que liga a Irlanda a Lisboa e que vai ser operado aqui no território nacional pelas equipas da Meo.
Com cerca de 3 mil quilómetros, o cabo submarino de fibra PISCES vai criar uma rota de ligação com alta capacidade entre a costa ocidental da Irlanda, em Galway, e o Sul da Europa. O cabo, também conhecido como ‘cabo brexit’, é o primeiro a ligar a Irlanda à Europa sem passar pelo Reino Unido e vai permitir a operadoras de telecomunicações, fornecedores serviços ‘nuvem’ e instituições de pesquisa e ensino “compartilhar capacidade, apoiando um ecossistema de conectividade competitivo e resiliente”, refere a Comissão Europeia sobre o projeto.

O projeto também “prevê avaliar a inclusão de capacidades de monitorização científica e telecomunicações confiáveis (SMART), o que permitiria a monitorização oceânica e climática através do uso de sensores integrados, melhorando os sistemas de alerta precoce para riscos como terremotos e tsunamis”, informa a Comissão Europeia.
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