Portugal quer atrair investimento de defesa americano
O Portugal Economic Forum, em Nova Iorque, organizado pela AICEP, é dedicado à defesa. Criar oportunidades para as empresas nacionais e atrair investimento para o país está entre os objetivos.
Criar oportunidades nos EUA para empresas nacionais de defesa e atrair investimento norte-americano para Portugal estão entre os objetivos da 9.ª edição do Portugal Economic Forum, este ano dedicado ao setor de defesa. O encontro vai reunir entre 100 a 120 participantes para debater oportunidades de cooperação económica, industrial e tecnológica na indústria da Defesa entre os dois países.
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“Reforçar a presença das empresas portuguesas no mercado norte-americano”, assim como “para aumentar a visibilidade internacional das competências nacionais no setor da Defesa”, estão entre os objetivos desta edição do Forum.
“Entre os resultados pretendidos destacam-se a criação de novas oportunidades de negócio para empresas portuguesas, a atração de investimento estrangeiro para Portugal, o desenvolvimento de parcerias industriais e tecnológicas entre empresas portuguesas e norte-americanas, o reforço das exportações nacionais e a integração de empresas portuguesas em cadeias de fornecimento internacionais”, afirma Philomène Dias, administradora da AICEP, ao ECO/eRadar.
Dedicada ao tema “Defense, Security & Dual-Use Innovation“, esta edição terá lugar no SUMMIT One Vanderbilt, em Nova Iorque, contando com a participação de representantes governamentais, empresas, investidores e especialistas de ambos os lados do Atlântico. Entre os participantes estão o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a Lockheed Martin, a OGMA, o CEiiA e a Orion Technik.
O encontro, uma plataforma de diplomacia económica que a AICEP promove anualmente nos Estados Unidos há nove anos, terá a Defesa como tema central este ano. “Em cada edição selecionamos um tema estratégico para Portugal e para a relação económica luso-americana. Depois de temas como energia, tecnologia e inteligência artificial, a edição deste ano é dedicada à Defesa e Indústrias de Defesa, refletindo a crescente relevância geopolítica do setor, o reforço dos investimentos internacionais nesta área e as oportunidades que se abrem para as empresas portuguesas“, esclareceu Philomène Dias ao ECO/eRadar.
A atração de investimento norte-americano para Portugal constitui um dos objetivos centrais desta iniciativa. Portugal reúne atualmente um conjunto muito relevante de fatores de competitividade. Pretendemos dar a conhecer estas vantagens junto de investidores e empresas norte-americanas, incentivando a instalação de novas operações, Centros de Competência, projetos industriais e parcerias estratégicas em território nacional.
Apesar de a maior parte das empresas participantes serem do setor de aeronáutica, a administradora da AICEP afirmou que “o âmbito do Fórum é bastante mais abrangente”. “O setor da Defesa integra hoje múltiplas vertentes, incluindo sistemas autónomos, drones, tecnologias digitais, inteligência artificial, comunicações, cibersegurança, naval, sensores avançados e soluções dual-use“, frisou.
Estão previstas sessões de debate com especialistas e líderes empresariais, apresentações institucionais e momentos de networking, com um programa concebido para “facilitar o contacto direto entre empresas, investidores e entidades dos dois países”.
Questionada se entre os objetivos está igualmente a atração de investimento do setor de defesa norte-americano no mercado nacional, Philomène Dias não tem dúvidas.
“A atração de investimento norte-americano para Portugal constitui um dos objetivos centrais desta iniciativa. Portugal reúne atualmente um conjunto muito relevante de fatores de competitividade. Pretendemos dar a conhecer estas vantagens junto de investidores e empresas norte-americanas, incentivando a instalação de novas operações, Centros de Competência, projetos industriais e parcerias estratégicas em território nacional”, sublinhou ao ECO/eRadar.
A sessão conta ainda com a participação do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, que irá partilhar a visão de Portugal para o crescimento industrial e o reforço da cooperação económica transatlântica.
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