AEP garante “continuidade” das feiras e modernização da Exponor com novo dono
Associação empresarial assina contrato de arrendamento com prazo inicial de 25 anos e opção de compra ao fim de duas décadas. Fundo assegura “manutenção e modernização” do parque de exposições.
A AEP – Associação Empresarial de Portugal esclareceu esta terça-feira que a venda do património imobiliário da Exponor “não coloca em causa a continuidade” da atividade do recinto de feiras e exposições, estando “asseguradas as condições necessárias para a sua operação e desenvolvimento a longo prazo”.
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A organização liderada por Luís Miguel Ribeiro avança que já foi assinado um contrato-promessa de arrendamento entre os futuros proprietários dos imóveis e a sociedade Exponor – Fiporto, que detém a 100%, que será definitivo após a conclusão da escritura de compra e venda no âmbito da liquidação do fundo Nexponor.
A aquisição dos ativos da Exponor em Matosinhos foi fechada por um montante global de 40 milhões de euros com um fundo de capital de risco gerido pela Quadrantis Capital — tem como principais investidores os empresários João Rafael Koehler e Pedro Rosas (grupo David Rosas) —, e pelo grupo MCaetano, que ficou com 50%.
Em comunicado, a AEP detalha que o futuro contrato com o novo dono prevê um prazo inicial de 25 anos, com renovação automática por períodos sucessivos de cinco anos, “garantindo estabilidade e previsibilidade para a gestão da Exponor”. Está igualmente prevista uma opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos.
A principal associação empresarial nortenha, que tem sede nas imediações do recinto, em Leça da Palmeira, indica também que o novo proprietário “assumiu o compromisso de assegurar a manutenção e modernização da Exponor, estando definido um investimento relevante para esse efeito”, avaliado em cerca de 15 milhões de euros.
Por outro lado, o contrato contempla igualmente um mecanismo de salvaguarda que “protege a atividade” da Exponor: caso a senhoria não execute ou atrase as obras previstas, a Exponor poderá substituí-la na sua realização, financiando os respetivos custos através da retenção das rendas devidas.

“Com este enquadramento, a AEP reforça que a operação permite garantir a continuidade da missão da Exponor como uma importante infraestrutura nacional e a principal do Noroeste Peninsular dedicada à realização de feiras, congressos e eventos empresariais, criando simultaneamente as condições necessárias para a sua requalificação e valorização futura, permitindo dar uma resposta nas melhores condições face aos desafios do contexto internacional”, conclui.
Além deste parque de exposições, o património da Nexponor, que esteve em comercialização no outono do ano passado, era ainda composto por “dois lotes para promoção imobiliária, totalizando uma área bruta construtiva de aproximadamente 180.000 metros quadrados acima do solo, numa das localizações mais estratégicas da Área Metropolitana do Porto”.
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