IGCP retira travão às compras online de Certificados de Aforro
Subscrever elevados montantes de Certificados de Aforro pelo portal do Estado exigia a paciência de repetir fatias de 5 mil euros. Essa barreira caiu esta semana graças a um novo sistema de cobrança.
- O AforroNet passou a aceitar pagamentos através de Documento Único de Cobrança, acabando com a obrigatoriedade de subscrever Certificados de Aforro em tranches de cinco mil euros.
- Ao substituir a referência de pagamento de serviços pelo DUC, os investidores ganham autonomia para realizar as suas subscrições até ao limite global de 250 mil euros numa só operação.
- A medida otimiza o canal online para o Estado, garantindo o acesso simples e direto a um produto de poupança que já ultrapassou a fasquia histórica dos 42 mil milhões de euros.
Subscrever montantes elevados de Certificados de Aforro sem sair de casa exigia aos investidores a repetição sucessiva de operações em tranches de cinco mil euros, sob pena de terem de enfrentar as esperas nos balcões dos CTT.
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Esta barreira digital chegou ao fim com a integração do Documento Único de Cobrança (DUC) no AforroNet. O portal do IGCP liberta-se dos bloqueios do tradicional pagamento de serviços e passa a aceitar a transferência de fundos sem qualquer teto de valor numa operação única.
O DUC é o mecanismo habitual de liquidação de obrigações ao Estado, desde custas judiciais a impostos. Ao substituir o clássico “Pagamento de Serviços”, que se encontrava frequentemente esbarrado num travão imposto pelos sistemas bancários da ordem dos 5 mil euros por operação, o IGCP facilita a canalização direta de fundos para a sua carteira.
O custo associado ao desenvolvimento tecnológico desta funcionalidade foi marginal e terá um benefício direto nas contas do Tesouro ao nível da poupança de comissões.
Desta forma, o investidor ganha a autonomia necessária para subscrever de uma só vez qualquer montante pretendido, respeitando o limite global da Série F, que atualmente é de 250 mil euros por titular. “Com esta alteração, o IGCP reforça a flexibilidade do AforroNet e a comodidade no acesso aos produtos de aforro do Estado”, refere a entidade responsável pela gestão da dívida pública em comunicado.
Este esforço foi desenvolvido internamente numa parceria entre o IGCP e a eSPap (entidade responsável pelos serviços partilhados da Administração Pública), no âmbito do processo de transformação digital que o IGCP tem a decorrer.
O custo associado ao desenvolvimento tecnológico desta funcionalidade foi marginal, dado ter sido feito com recursos próprios, e terá um benefício direto nas contas do Tesouro ao nível da poupança de comissões, uma vez que as subscrições finalizadas via AforroNet não pagam custos de distribuição.
A medida surge num contexto em que a popularidade dos Certificados de Aforro é mais forte que nunca. Só este ano, até maio, os Certificados de Aforro captaram mais de 2,2 mil milhões de euros líquidos (já descontando as amortizações), com o saldo global a superar pela primeira vez os 42 mil milhões de euros.
Só em maio, as famílias aplicaram mais de 750 milhões de euros nestes títulos de dívida orientados para o retalho, que corresponde ao valor mais elevado dos últimos três anos.
Com a nova funcionalidade, o IGCP elimina uma das principais barreiras operacionais que ainda subsistia no canal digital, tornando o AforroNet num ponto de acesso mais abrangente para quem pretende subscrever dívida pública portuguesa sem sair de casa.
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