Produção industrial na Zona Euro fecha segundo trimestre com melhor desempenho desde 2022
Índice PMI mostra que nova expansão registada em junho permitiu concluir o trimestre mais forte para a produção industrial da Zona Euro desde os primeiros meses de 2022.
A produção industrial da Zona Euro continuou a crescer de forma moderada em junho, terminando o segundo trimestre com o melhor desempenho desde o início de 2022, enquanto as pressões sobre os custos abrandaram, impulsionadas pela queda dos preços do petróleo, revelou esta quarta-feira o índice PMI da S&P Global.
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Apesar de a procura externa continuar fraca, o setor industrial beneficiou do alívio das tensões energéticas na sequência das negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um cessar-fogo, o que ajudou a reduzir as perturbações nas cadeias de abastecimento. Deste modo, o ritmo de crescimento acelerou ligeiramente face a maio, refletindo uma melhoria marginal da procura.
“Um novo aumento da produção industrial em junho reforça os sinais de uma resiliência encorajadora da economia da Zona Euro. A expansão registada em junho permitiu, na verdade, concluir o trimestre mais forte para a produção industrial da Zona Euro desde os primeiros meses de 2022, compensando o recente abrandamento observado no setor dos serviços”, destacou Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, citado em comunicado.
Segundo Chris Williamson, este crescimento “foi acompanhado por um bem-vindo alívio das pressões sobre os custos, refletindo sobretudo a forte queda dos preços do petróleo registada durante o mês, a par da redução das preocupações com as cadeias de abastecimento”.
A S&P Global sublinha ainda entre os países abrangidos pelo inquérito, apenas Espanha e França registaram uma contração da produção em junho.
Um novo aumento da produção industrial em junho reforça os sinais de uma resiliência encorajadora da economia da Zona Euro. A expansão registada em junho permitiu, na verdade, concluir o trimestre mais forte para a produção industrial da Zona Euro desde os primeiros meses de 2022.
Ainda assim, o índice PMI geral da indústria transformadora da Zona Euro caiu para 51,4 pontos em junho, face aos 51,6 de maio, atingindo o valor mais baixo dos últimos quatro meses. Contudo, manteve-se pelo quinto mês consecutivo acima da fasquia dos 50 pontos, que separa expansão de contração.
A S&P Global salienta, porém, que a maioria das respostas ao inquérito foi recolhida antes da assinatura, a 17 de junho, do memorando de entendimento para um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, não refletindo assim todo o impacto da redução das perturbações nas cadeias de abastecimento e da descida dos custos da energia ainda não está plenamente refletido nos dados.
Ainda assim, o economista da S&P alerta que ainda não é claro se a melhoria da situação no Médio Oriente se traduzirá num reforço sustentado da atividade industrial. “Por um lado, a descida dos preços da energia e a melhoria das condições de abastecimento são muito positivas, reduzindo os custos das empresas, diminuindo o risco de novas interrupções nas cadeias de fornecimento e ajudando também a estimular a procura dos consumidores através de uma inflação mais baixa”, afirmou.
“Por outro lado, os produtores beneficiaram nos últimos meses da constituição preventiva de stocks, um efeito que já começa a desaparecer e que poderá transformar-se num travão ao crescimento nos próximos meses”, assinalou.
Depois de terem permanecido estagnadas em maio, as novas encomendas voltaram a crescer em junho, embora apenas de forma marginal. Já a procura externa continuou a penalizar a atividade, tendo as encomendas de exportação diminuído pelo segundo mês consecutivo.
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