“Se IA gerar os ganhos que esperamos, estamos perante transformação profunda da economia”, antevê Lagarde
Presidente do BCE defendeu a Inteligência Artificial como uma tecnologia "verdadeiramente transformadora", assinalando as estimativas que apontam para ganhos de produtividade.
A presidente do Banco Central Europeu defendeu esta quarta-feira a Inteligência Artifical (IA) como uma tecnologia “transformadora”, que poderá gerar fortes ganhos de produtividade. Christine Lagarde concedeu, contudo, que ainda não é líquido os efeitos sobre a inflação.
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“Devemos encarar a Inteligência Artificial como uma tecnologia verdadeiramente transformadora, tanto pela inovação que representa como pela rapidez com que se está a difundir”, disse a líder do BCE, durante durante o painel de governadores, no qual participou no último dia do Fórum do BCE, em Sintra, ao lado do presidente da Reserva Federal norte-americana, Kevin Warsh, do governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, e do governador do Banco do Canadá, Tiff Macklem.
A presidente do BCE considerou que ainda é necessário analisar quanto investimento está a ser direcionado para esta área, qual será o seu impacto, a velocidade da sua adoção e de que forma irá alterar a organização do trabalho, incluindo dentro dos próprios bancos centrais, mas mostrou-se otimismo.
“Só assim conseguiremos avaliar corretamente o seu impacto na produtividade. Se a IA gerar os ganhos de produtividade que esperamos, estaremos perante uma transformação profunda da economia“, sublinhou.
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"Devemos encarar a Inteligência Artificial como uma tecnologia verdadeiramente transformadora, tanto pela inovação que representa como pela rapidez com que se está a difundir.”
Ainda assim, reconheceu que os banqueiros centrais terão igualmente de medir os seus efeitos sobre a inflação a longo prazo. “É possível que o impacto seja inicialmente desinflacionista e mais tarde inflacionista, ou talvez o contrário. Ainda é cedo para o saber, mas tudo isso terá de ser tido em conta”, explicou.
Lagarde defendeu ainda a importância das empresas que estão na fronteira tecnológica. “Quando a Europa representa cerca de 25% das receitas de muitos desses grandes operadores de centros de dados e plataformas de IA, isso demonstra que existe uma dependência mútua. Estamos todos envolvidos neste processo. A questão é saber em que ponto da cadeia de valor cada um se posicionará”, disse.
Para a presidente do BCE, não se pode “prescindir dessas empresas”, mas estas também “não podem prescindir do mercado e das receitas que a Europa representa”.
O Fórum anual do BCE em Sintra, que decorreu entre segunda-feira e esta quarta-feira, foi dedicado à inovação, crescimento e estabilidade, com a IA a dominar parte dos debates.
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