Sismo. Sobe para 2.295 o número de mortos na Venezuela, 75 são portugueses

  • Lusa
  • 1 Julho 2026

O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, indicou a existência de 12.841 pessoas afetadas pelos sismos de 24 de junho. Já o número de portugueses e lusodescendentes mortos subiu para 75.

O número de mortos provocados pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu esta quarta-feira para 2.295, segundo o último balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas, que registam também 11.267 feridos. Já o número de portugueses e lusodescendentes mortos subiu para 75, havendo ainda 66 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

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De acordo com o MNE, entre os 75 mortos portugueses e lusodescendentes, 65 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 12 crianças e 63 adultos.

O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, indicou a existência de 12.841 pessoas afetadas pelos sismos de 24 de junho, durante a atualização do balanço de vítimas, que era anteriormente de 1.943 mortos e 10.571 feridos. Antes da divulgação dos novos dados oficiais, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional.

Dois aviões da força aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas, declarou esta quarta-feira o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Estamos já a organizar novos voos com a nossa força aérea, já temos dois aviões prontos para arrancar. Espero até sexta-feira ter já os dois aviões cheios ou perto disso” declarou Emídio Sousa aos jornalistas, na Assembleia da República, à margem da sessão de encerramento do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CPCCP), que esteve reunido entre segunda-feira e hoje.

Tínhamos previsto um primeiro voo no dia 7 [de julho], que é terça-feira. Se o podermos antecipar, se tivermos já carga para carregar o avião, provavelmente anteciparemos”, adiantou o governante realçando que há muita ajuda das pessoas a chegar, mas há que selecionar o que é mais necessário.

“Estamos a fazer uma seleção do que é verdadeiramente preciso. Há muito boa vontade das pessoas”, explicou adiantado que, para já não são necessários bens alimentares, bens perecíveis ou água, por exemplo. O secretário de Estado assegurou que tem estado em permanente contacto com as autoridades venezuelanas e com as portuguesas, para que se perceba efetivamente o que faz falta.

“Estamos a verificar as necessidades”, assegurou, e segundo as informações que lhe têm chegado, o que é mais necessário são máquinas e ferramentas.

O secretário de Estado reiterou o que o ministro dos Negócios Estrangeiros, já tinha afirmado: “Como disse o sr. ministro Paulo Rangel, nós estamos a trabalhar nisso [na ajuda] já desde o início, porque nós previmos a nossa intervenção em três momentos. O primeiro salvar e resgatar. O segundo momento a ajuda humanitária. E o terceiro momento será o da reconstrução do país”. O governante referiu ainda, sobre a distribuição da ajuda, que é crucial garantir que esta chega às pessoas que precisam.

“Numa primeira fase provavelmente [serão distribuídos] através da Cruz Vermelha, que é alargada. Numa outra fase poderemos eventualmente envolver o nosso movimento associativo. Temos um movimento associativo muito sério na enezuela. Portanto, isto é todo um trabalho que estamos a fazer todos os dias no Ministério dos Negócios Estrangeiros”, indicou.

Sobre os voos militares, neste caso, particularmente os portugueses, Emídio Sousa realçou que haverá sempre a possibilidade destes, no regresso a Portugal, trazerem pessoas, recordando que 17 já chegaram por essa via. Além disso, acrescentou, existem voos comerciais a serem operados na Venezuela. “Portanto, começa a haver aqui múltiplas hipóteses das pessoas que o queiram fazer regressarem, usarem os aviões que vão começar a operar”, indicou.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes. Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

 

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